Farpas e bate-boca

Farpas e bate-boca

postado em 16/06/2016 00:00


A sessão da comissão do impeachment no Senado para ouvir as testemunhas de defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, foi marcada por troca de farpas entre governistas e oposicionistas. Com a divulgação da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o clima de tensão entre os parlamentares se intensificou. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) citou o acordo de Machado envolvendo o presidente em exercício Michel Temer.

;Esse Congresso deveria paralisar esse processo. Estamos enfrentando a maior crise da história do Senado, da Câmara... E agora tem uma novidade, o Ibovespa caiu 600 pontos em quatro minutos após a delação premiada de Machado envolver Temer. Esse é o país que quer afastar a presidente por crédito suplementar, por Plano Safra que não tem autoria;, criticou. ;Se Eduardo Cunha delatar, não fica um dia esse governo. Cai o governo todo.;

O senador Magno Malta (PR-ES) interrompeu a fala de Lindbergh, dizendo que outras delações premiadas da Operação Lava-Jato também envolvem os nomes das principais lideranças petistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente afastada, Dilma Rousseff. ;Mas Nestor Cerveró envolve Dilma, Marcelo Odebrecht envolve Dilma, envolve Lula. Isso é brincadeira;, rebateu, exaltado.

Em outro momento, Ricardo Ferraço (PSDB-ES) chamou a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) de ;inconveniente;. Vanessa pediu para que o presidente da comissão, Raimundo Lira, tirasse dos autos o comentário do senador, que afirmou que mantinha a sua opinião sobre ela. ;Eu mantenho o que eu disse, a senhora não vai me censurar;, rebateu o senador. Lira pediu para que não constasse nas notas taquigráficas o termo usado por Ferraço.


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