Voto anti-UE lidera pesquisa

Voto anti-UE lidera pesquisa

postado em 17/06/2016 00:00
 (foto: Ben Stansall/AFP)
(foto: Ben Stansall/AFP)



A uma semana do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), uma nova pesquisa apontando vantagem clara a favor da saída causou ontem solavancos nos mercados britânicos. Entre os dias 11 e 14 passados, o instituto Ipsos-Mori ouviu por telefone 1.257 eleitores e, pela primeira vez, captou a liderança dos que declaram voto na opção leave (sair): 53%, contra 47% que se disseram dispostos a optar pelo remain (ficar). Em meio ao alerta das autoridades econômicas sobre as consequências imediatas do rompimento com o bloco, fontes europeias confirmaram à agência de notícias France-Presse (AFP) que Alemanha e França, os dois pesos pesados da UE, já articulam as bases para uma iniciativa conjunta de resposta ao Brexit ; acrônimo para British exit, ou saída britânica.

;Com as pesquisas, a Citty está começando a levar a ameaça muito a sério;, disse Joe Rundle, diretor de operações da ETX Capital, mencionando o nome do distrito bancário e financeiro londrino. ;Os mercados buscam a todo custo evitar os riscos;, acrescentou o executivo. A Bolsa de Valores de Londres voltou a operar em baixa, com perdas em especial para os bancos e uma significativa migração de investidores para ativos considerados seguros, como ouro e títulos.

O jornal Evening Standard, que publicou a sondagem Ipsos-Mori, classificou o resultado como ;uma reviravolta sensacional;. Um mês atrás, o mesmo instituto havia captado vantagem de 57% a 43% em favor da permanência do país no bloco. Embora ressalte que 20% dos entrevistados se disseram sujeitos a ainda mudar de posição, a reportagem aponta a imigração como preocupação número um dos britânicos, deixando para trás a situação econômica.

O presidente da Comissão Europeia (CE, braço executivo da UE), Jean-Claude Juncker, procurou minimizar o impacto do Brexit. ;Não acredito que a UE corra perigo de morte;, disse em visita a São Peterburgo, na Rússia. Em maio, o gabinete de Juncker em Bruxelas recebeu uma reunião discreta em que representantes alemães, franceses e italianos articularam uma resposta ao Brexit. Em 28 e 29 de junho, os chefes de Estado e de governo estarão reunidos na sede do bloco.

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