Pais revelam insegurança

Pais revelam insegurança

» BERNARDO BITTAR
postado em 17/06/2016 00:00
O crime provocou preocupação imediata. Muitos pais reclamaram não ser a primeira vez que os estacionamentos do Maria Montessori são palco de violência. Alguns, apreensivos, ligaram para a direção da escola e expressaram o sentimento de insegurança. O centro de ensino, no entanto, informou ao Correio que a relação com os pais dos alunos é bastante próxima e que as famílias ;foram compreensivas com o assalto ontem pela manhã;.

Para Cristiane Felipe da Silveira, 44 anos, transferir a filha Luiza, 3, não é uma possibilidade. Mesmo assim, ela se mostrou insatisfeita com o assalto. ;O problema é que isso aconteceu na parte interna do colégio. A Luiza é matriculada aqui desde os 2 anos. Eu pesquisei muito antes de tomar essa decisão. Gosto daqui. Mas os pais vão cobrar mais atitude do Montessori;, contou a oficial de Justiça.

Ela relatou ter ficado nervosa ao saber da notícia, mas lembrou que esta não é a primeira vez que situações violentas ocorrem nas imediações. ;Já teve um caso semelhante aqui, envolvendo uma briga, mas nunca dentro da escola. Existem dois estacionamentos, e todos são movimentados. Acho complicado pensar que, ao sair com a minha filha, uma criança pequena, estaremos sujeitas a esse tipo de situação;, completou.

Ao sair da escola com o filho Daniel, 2, no colo, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Welder Luz, 25, explicou que ;o assunto foi comentado; pela mulher dele. Segundo o jovem, ;a violência tornou-se algo muito comum em Brasília e não é exclusividade aqui;. E ponderou: ;O que acontece é que isso se aproximou muito da nossa realidade, envolveu a minha família, deixando todos vulneráveis, e nós não estamos acostumados;. Welder também não pretende mudar Daniel de escola.

Coronhada

Há dois meses, um taxista levou uma coronhada de um policial civil após uma briga com o pai de um dos alunos, próximo ao Colégio Maria Montessori. Segundo testemunhas, o taxista, que não foi identificado, estava em um estacionamento perto da instituição, atrapalhando o fluxo de saída dos outros veículos e já havia sido repreendido pelos seguranças do colégio.

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