Caxumba e H1N1 na espreita

Caxumba e H1N1 na espreita

postado em 19/06/2016 00:00
A Secretaria de Saúde notificou 465 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) até a última sexta-feira. Em 50,4% das amostras analisadas, o resultado foi positivo para vírus respiratórios. Os Influenza A (H1N1), Influenza B, Parainflueza, Adenovírus e Vírus sincicial respiratório (VSR) lideram o ranking do aumento de infecções, de acordo com monitoramento do Laboratório Central (Lacen).

O H1N1, um tipo de gripe severa, fez até o momento 13 vítimas e contaminou outras 153 pessoas ; sendo que 109 apresentaram a forma mais grave da doença. A caxumba, doença caracterizada principalmente pelo inchaço das glândulas que produzem saliva e que ficam nas laterais do pescoço, atinge 633 brasilienses e provoca, atualmente, 12 surtos pela cidade.

O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo de Melo Martins, especialista em doenças respiratórias, diz que, nos próximos meses, as estatísticas dessas infecções devem aumentar. ;Os cuidados de prevenção têm que ser redobrados. Neste momento, temos que fazer o máximo de campanha possível para adotar práticas de higiene e de vacinação na cidade. Os pacientes devem buscar assistência médica nos primeiros sintomas para evitar complicações do quadro e outros contágios;, avalia.

O otorrinolaringologista Gustavo Torres alerta para o alto poder de contágio dos vírus. ;Há um desgaste muito grande do nariz. O órgão fica irritado, congestionado e ressecado. O ar seco e o clima frio exigem mais do aparelho respiratório. O ar que chega aos pulmões tem que estar a 37;C e com uma umidade de cerca de 90%, não importam as condições externas. Os vírus se aproveitam desse contexto crítico;, reforça o especialista.

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