Com que cabelo eu vou?

Com que cabelo eu vou?

A variedade de técnicas, cosméticos e aparelhos permite que a mulher brinque com os cabelos. Um dia liso, outro cacheado. É possível mudar o visual sem efeitos tão nocivos e permanentes

Ailim Cabral
postado em 19/06/2016 00:00








O ser humano é eternamente insatisfeito: por nascença, essência ou só por mania mesmo. É raro encontrar uma mulher de cabelos escorridos que nunca tenha suspirado pelos cachos desconstruídos de Gisele Bündchen. E a cacheada que nunca abusou da chapinha para tentar copiar os fios lisos de Cléo Pires e de Ísis Valverde, por exemplo?

A tendência de fios vista nas semanas de moda nacionais e internacionais, assim como a aposta dos especialistas, é exibir o cabelo natural. Cada um com seu estilo, seguindo uma linha ;messy;, ou seja, bagunçada. Há uma corrente forte de valorização da beleza individual da mulher, respeitando o tipo de cabelo, sem a pressão para se encaixar em padrões de estética. Nessa vibe, as cacheadas, que tanto sofreram com o excesso de progressivas, estão cada vez mais livres para reconhecer o charme das ondas.

Justamente o desejo de liberdade é o que permite que as insatisfeitas com o formato dos fios busquem alternativas. A ideia é ser livre para fazer o que quiser: seja deixar o cabelo natural e valorizar as próprias características; seja usar as técnicas disponíveis no mercado para ter a cabeleira dos sonhos.

A terapeuta capilar Gabriela Faula, do salão Antonietta Hair Spa, apresenta opções para quem quer se reinventar. Uma delas é a escova de colágeno, um alisamento que não danifica o cabelo, além de hidratá-lo durante o processo. O produto leva em sua fórmula uma combinação de aminoácidos e conservantes derivados da cana-de-açúcar, biotina e colágeno. O tratamento promete ainda brilho e textura sedosa. ;A base de aminoácido trata o fio e devolve elasticidade, além de ter o colágeno e a biotina, componentes essenciais para os cuidados da estrutura capilar;, diz Gabriela.

O conservante natural é um dos grandes diferenciais do produto. Também é possível personalizar a substância de acordo com o objetivo da cliente. As proporções da fórmula podem ser alteradas para alisar mais ou menos os fios. ;Algumas mulheres têm o cabelo muito crespo e querem abrir os cachos para deixá-los mais desconstruídos. Então, usamos o produto de uma forma, outras querem liso mesmo, então, aumentamos a quantidade dos componentes emolientes, e por aí vai;, explica Gabriela.

A técnica também pode ser usada em apenas algumas partes do cabelo. ;Tem gente que quer alisar o cabelo inteiro, outras querem manter a raiz lisa e os cachos abertos ao longo dos fios. Podemos usar o produto manipulado de formas diferentes em uma mesma pessoa, a depender do que a cliente quer;, acrescenta a terapeuta capilar.

A escova de colágeno pode durar entre dois e seis meses, de acordo com o cacheado dos fios e de quantas vezes por semana a mulher lava os cabelos.

Para quem quer dar mais vida aos fios lisos, os procedimentos ainda não são tão livres de química. ;Não encontrei ainda no mercado um procedimento que não envolva processos químicos e que não altere a estrutura do fio. Pode até ficar bonito, mas causa muitos danos;, acredita Gabriela.

Uma alternativa para quem sonha em ter os cabelos cacheados é fazer escovas e penteados que costumam durar até a próxima lavagem dos fios. Gabriela sugere a técnica brushing. ;Com um secador e uma escova, fazemos um cacho espiral e, no fim, soltamos com um pente de dentes largos;, explica. O resultado são ondas desconstruídas e um efeito bagunçado. Gabriela afirma que prefere usar o babyliss, por exemplo, por causa do dano causado pelo calor. De acordo com a especialista, o calor do aparelho em contato direto com o fio danifica mais do que o calor do secador.

Mesmo com técnicas para alisar ou encaracolar, Gabriela defende que o ideal é manter um aspecto natural dos cabelos e fazer procedimentos que danifiquem pouco os fios, evitando grandes arrependimentos no futuro.



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