Para defesa, ilegalidade

Para defesa, ilegalidade

postado em 24/06/2016 00:00


A defesa do ex-ministro Paulo Bernardo, por meio de nota oficial, afirmou que a prisão do petista é ilegal por não preencher os requisitos previstos na legislação brasileira. Os advogados explicaram que o seu cliente sempre se colocou à disposição da Justiça, Polícia Federal e Ministério Público Federal para prestar qualquer tipo de esclarecimento.

;O Ministério do Planejamento se limitou a fazer um acordo de cooperação técnica com associações de entidades bancárias, notadamente a ABBC e Sinapp, não havendo qualquer tipo de contrato público, tampouco dispêndios por parte do órgão público federal;, diz a nota. Atesta ainda que o ministro não avalizou qualquer tipo de irregularidade.

A senadora Gleisi Hoffmann, em tom emocional, diz que foi surpreendida com ;mais de 10 pessoas estranhas em minha casa com ordem de busca e apreensão;. Ela criticou o mandado judicial. ;Prisão preventiva para prevenir o quê? Uma fuga? Um conluio? Qual risco ele representa?;, questionou. Ela afirmou que tudo o que o casal tem foi comprado com o salário. ;Quem nos conhece sabe que não fizemos fortuna, não temos conta no exterior, levamos uma vida confortável, porém modesta. O patrimônio que temos, parte financiado, foi comprado com nossos salários. Hoje foi um dia muito triste na minha vida como mulher, como política e, sobretudo, como mãe. Conheço o pai dos meus filhos. Sei das suas qualidades e do que não faria, por isso sei da injustiça que sofreu nesta manhã.;

O PT condenou e classificou de ;desnecessária e midiática; a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na sede da legenda, em São Paulo. A sigla afirmou que não tem nada a esconder. A prefeitura de São Paulo, em nota, comunicou que o secretário de Gestão, Valter Correia da Silva, solicitou exoneração do cargo por meio do seu advogado para poder se defender de acusações, que são alheias à administração municipal.

O site 247, dirigido pelo jornalista Leonardo Attuch, informou que ele prestou depoimento no âmbito da Operação Custo Brasil de forma voluntária e espontânea;. A Consist limitou-se a comunicar que ;sempre colaborou e continuará colaborando com a Justiça Federal e com os órgãos de investigação;. A defesa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto não se manifestou. O ex-ministro Carlos Gabas afirmou que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos. Os demais investigados não foram localizados pelo jornal. (JV e EM)



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