Apuração mantida

Apuração mantida

postado em 24/06/2016 00:00


Reforço de equipes, troca intensa de informações e uso de investigadores com conhecimento anterior da Operação Lava-Jato foram alguns ingredientes usados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público para manter a velocidade iniciada em Curitiba. Tudo para minimizar os efeitos de uma decisão de setembro do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu que os pagamentos de propina envolvendo o Ministério do Planejamento deveriam ser fatiados: a parte que envolvia a senadora Gleisi Hoffman ficaria na corte, mas o restante seria encaminhado a São Paulo, sede da Consist Software. Ou seja, o caso não voltaria para Curitiba, onde foi descoberto.

O temor dos investigadores não era só a logística de apuração, mas perder-se a visão do todo. ;Dividir a operação é um erro pois se trata do mesmo grupo criminoso, organizado para comprar apoio político-partidário, tendo usado não apenas contratos da Petrobras, mas de outros órgãos;, contou a delegada Érika Marena ao Correio à época. A decisão foi considerada uma vitória para a defesa.

Para reverter as perdas, a Polícia Federal reforçou equipes em São Paulo e aumentou a colaboração entre o grupo da Lava-Jato no Paraná com os ;paulistanos;. Ontem, na coletiva, o Ministério Público era representado pelo procurador Andrey Borges de Mendonça, lotado em São Paulo, mas antigo colaborador da Lava-Jato em Curitiba, e auxiliar do procurador-geral da República Rodrigo Janot nas investigações no STF.

Resposta
Ontem, ele disse que os que ;celebraram; o fatiamento do caso tiveram uma resposta com a Operação Custo Brasil. ;Parece uma resposta para aqueles que celebravam o declínio do caso de Curitiba;, avaliou Mendonça. ;(Para) aqueles que celebram que conseguiram retirar o caso do juiz Sergio Moro e da Lava-Jato, hoje (ontem) foi demonstração de que as investigações vão continuar onde quer que estejam.;

O procurador destacou o raciocínio comum dos investigadores: esquemas de pagamentos de subornos estão esparramados pelo Brasil. ;A corrupção infelizmente não é privilégio da Petrobras: está espraiada como um câncer. O Ministério do Planejamento, o coração do governo, estava atingido por esse mal.;



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