Defesa dos servidores

Defesa dos servidores

postado em 24/06/2016 00:00
 (foto: Meirelles: reajuste dos servidores estava pactuado e ficou abaixo da inflação)
(foto: Meirelles: reajuste dos servidores estava pactuado e ficou abaixo da inflação)


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu ontem, durante palestra em São Paulo, o reajuste dos servidores federais aprovados pelo Congresso Nacional. Para ele, não existe qualquer ambiguidade na decisão do governo interino de Michel Temer em apoiar a medida. Meirelles explicou que o aumento do salário do funcionalismo é fruto de um acordo pactuado pelo governo anterior, encaminhado para avaliação dos parlamentares em um processo legislativo normal.

Na opinião dele, não há nenhuma razoabilidade em tentar bloquear os reajustes a qualquer custo, alegando ser contraditório um governo que propõe uma ajuste fiscal duro aceitar o aumento. ;Coisas muito maiores estão entrando no pipeline;, explicou.

Ainda de acordo com o ministro da Fazenda, o aumento aprovado é menor que a inflação e, na realidade, em termos reais, vai cair pela primeira vez em muitos anos. ;Precisamos ser objetivos. Isso está dentro do teto aprovado para as despesas com os funcionários públicos. Já estava lá e é realista. Isso não é nada contra o que vai ser predominante;, disse.

Meirelles defendeu também acordo de renegociação de dívida com os estados. Ele explicou que as despesas de algumas unidades da Federação têm crescido acima da inflação e isso é insustentável. Com o acordo, segundo o titular da Fazenda, a evolução das despesas dos estados obedecerá o mesmo limite do governo federal.

Previdência


Sobre a reforma da Previdência, o ministro afirmou que é algo complexo, que envolve vários setores da sociedade e por isso requer uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) própria. ;Essa questão foi discutida no mundo inteiro e tenho confiança de que isso está sendo endereçado aqui no Brasil;, comentou.

Ele afirmou que, no caso da aprovação de uma PEC específica para a Previdência, as previsões mais otimistas dão conta de que ela entraria em vigor em três meses. Nas mais pessimistas, até o fim do ano. ;Eu prefiro não fazer a minha avaliação.;

Meirelles, por várias vezes durante a palestra no seminário do Ciab Febraban ; evento que reúne empresas de tecnologia e serviços da área financeira ;, fez questão de enfatizar o papel do Congresso na aprovação de projetos do governo. ;O Congresso tem aprovado coisas importantes. Começa a provar agora projeto de governanças estatais e fundos de pensão;, disse.


  • Vagas no Exército

    O Exército abriu 44 vagas para o curso de formação de oficiais e capelães. Quem tem nível superior pode concorrer às 40 chances nas áreas de ciências contábeis (7), direito (15), enfermagem (6), informática (10) e veterinária (2). Os candidatos devem ter no máximo 36 anos, completos até 31 de dezembro do ano da matrícula. As quatro vagas restantes são para capelães militares, sendo três para sacerdote católico e uma para pastor evangélico. É exigida idade entre 30 e 40 anos, curso de formação teológica superior e, pelo menos, três anos de atividades pastorais. As inscrições podem ser feitas até 5 de agosto, pelo site www.esfcex.ensino.eb.br.

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