Tradição de grandes festas

Tradição de grandes festas

postado em 29/06/2016 00:00
 (foto: F. Gualberto/CB/D.A Press - 16/9/11)
(foto: F. Gualberto/CB/D.A Press - 16/9/11)

Com uma programação musical eclética e um jornalismo comunitário, a Rádio Planalto FM tornou-se uma referência para os brasilienses ao longo de várias décadas, desde a fundação, em 9 de setembro de 1963, quase que com o início da cidade. Em 1983, chegou a alcançar o índice de 54,21 da preferência dos ouvintes na faixa AM, no horário nobre, das 5 às 19h. E também o primeiro lugar na faixa FM, classes A e B.

Se tornaram célebres também os show que a emissora promovia para comemorar os aniversários, em palanques armados no Setor de Rádio e Televisão Sul. Amado Batista, Genival Lacerda, Reginaldo Rossi, Jerry Adriani, Os Filhos de Coromandel, e Chico Rey e Paraná, entre outros, atraíram um público de 10 a 25 mil pessoas. A festa era ao ar livre, com entrada franca, do meio-dia até as 17h, no estacionamento da Rádio Planalto.

A fórmula de sucesso da emissora era simples: música eclética, jornalismo comunitário, interação com os ouvintes e agilidade nas coberturas. Com um acervo de mais de 15 mil discos, a rádio Planalto oferecia um cardápio musical variado de opções para os ouvintes, desde a música sertaneja até a música pop jovem.

Um dos fatos mais marcantes na história da Rádio Planalto é o de que ter sido a primeira a divulgar a morte do ex-presidente Juscelino Kubistchek e a única a acompanhar todo o funeral, em agosto de 1976, até o Campo da Esperança. Estávamos no fim do regime militar, mas ainda em uma situação tensa. A multidão tomou, por diversas vezes, o caixão das mãos dos bombeiros e gritou: ;O povo leva! O povo leva!”.

A Rádio Planalto manteve vários programas de jornalismo bem sucedidos. Um deles era Em cima da hora, comandado pelo radialista Chico Legal, uma das estrelas da Rádio Planalto. De meia em meia hora, de segunda a sábado, Chico Legal transmitia as notícias mais importantes do dia. Outra atração foi o programa Os Águias da Notícia, criado em 1972. Uma equipe de jornalistas saía em uma Variant e fazia a cobertura de tudo de mais importante acontecia na cidade. A primeira missão era percorrer os principais pontos de escoamento do tráfetgo. A Variant, com a águia pintada no capô, seguia para uma ronda nas delegacias. Na sequência, girava pela cidade e entrava no ar ao vivo na cobertura dos acontecimentos mais importantes ao longo do dia.

O programa Jornal da Manhã mantinha o quadro de maior sucesso na emissora: O Gogó das Sete, de Mário Eugênio, com 15 minutos de duração. Mario fazia a crônica dos fatos policiais da cidade, com o instinto de repórter.

Nos primeiros anos de sua fundação, a emissora manteve uma programação classe A e teve dificuldade em definir uma linha , pois era difícil atender às expectativas e gostos de sulistas, de nordestinos, de mineiros e outros migrantes da nova capital. Entretanto, com o crescimento da cidade, os diretores optaram por uma programação eclética, que tornou a emissora a mais popular do DF, atingindo todas as classes sociais: ;A rádio, para mim, é como um balão colorido, sempre se movimentando, a todo momento tem que atender a todos os tipos de ouvintes;, dizia Meira Filho, um dos locutores e diretores da Rádio Planalto.


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