A serviço do rock

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Aos 64 anos, David Coverdale chega ao Brasil para uma série de shows com o Whitesnake. Ao Correio, ele fala sobre a carreira e o prazer de estar nos palcos

postado em 19/09/2016 00:00
 (foto: Jim Carver/ Reprodução)
(foto: Jim Carver/ Reprodução)






No ano passado, David Coverdale anunciou que iria se aposentar. A turnê do disco The Purple album, no entanto, fez o vocalista, hoje com 64 anos, mudar de ideia. Ao tocar as canções do Deep Purple, banda a que pertenceu, o músico teve vontade de continuar com o Whitesnake. ;Eu senti que era uma oportunidade inacreditável de prosseguir com a banda, tocando com esses caras, todos são grandes músicos, realmente muito bons. E é um presente estar com eles;, disse Coverdale em entrevista ao Correio.

Com o Whitesnake, o vocalista chega ao Brasil para apresentações a partir de amanhã em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. Na capital federal, os músicos tocam no próximo dia 28, no Net Live. Apaixonado pelo país, Coverdale não poupa elogios quando o assunto é tocar no Brasil. ;Eu amo o Brasil, eu estou realmente muito animado para as apresentações no país. O Brasil é um país lindo e as pessoas daí também são. É sempre incrível estar no país;, responde em tom de clara empolgação.

Coverdale não esconde que essa pode ser uma das últimas oportunidades de vê-lo nos shows com o Whitesnake e que a aposentadoria pode chegar no próximo ano. ;Eu me sinto abençoado por continuar nos palcos, por tudo que aconteceu em minha carreira, no Whitesnake, no Deep Purple e mais ainda, por depois de tanto tempo, o Whitesnake ainda ter reconhecimento das pessoas;, confessa.

Antes da parada definitiva, porém, a banda apresenta os clássicos da carreira e canções do disco Slide it in, Whitesnake slip of the tongue. Apesar de estar próximo de deixar os palcos de vez, Coverdale promete apresentações empolgantes e diz que não sabe precisar muito bem o que mudou com o passar dos anos.

Energia

;Eu não sinto que tenha mudado muito. Tem a idade, o tempo, mas eu ainda sou David Coverdale e continuo fazendo o que sempre fiz. Estou muito feliz e não consigo entender muito ainda o que mudou;, conta. ;No palco, só quero fazer um show poderoso, com muita energia e não um show chato. Minha performance ainda se mantém assim. E se as pessoas gostam, então eu estou feliz;, garante.

Na turnê, Coverdale é acompanhado pelos guitarristas Reb Beach e Joel Hoekstra, pelo baixista Michael Devin, pelo baterista Tommy Aldridge e pelo tecladista Michele Luppi. Ninguém, além de Coverdale, é da formação original. O baterista Tommy Aldrige é o nome menos incomum quando se fala na banda e fez sua primeira participação no grupo, criado em 1978.

O fato é que o Whitesnake passou por dezenas de formações durante toda a trajetória. Com tantas mudanças, o que mantém a banda ainda soando como Whitesnake? A resposta de Coverdale vem bem-humorada: ;Acho que minha voz ajuda um pouco;, diz antes de cair em risos e falar também da sonoridade das guitarras e o tipo de rock melódico feito pela banda.

Carreira
David Coverdale ficou conhecido ao substituir Ian Gillan no Deep Purple, na década de 1970. Burn foi um dos principais clássicos. Com o fim do grupo em 1976, Coverdale seguiu com um projeto solo, David Coverdale White Snake. Do projeto, surgiu o Whitesnake, em 1978. Com a banda, emplacou hits que fizeram sucesso no mundo todo com Is this love, Here I go again e Love ain;t stranger. Fora da banda, o vocalista fez também projetos com Jimmy Page, do Led Zeppelin.

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