Emoção e homenagem na festa final no Rio

Emoção e homenagem na festa final no Rio

postado em 19/09/2016 00:00



Os Jogos do Rio vão deixar saudade. Numa bela cerimônia no Maracanã, a Paralimpíada foi oficialmente encerrada, ontem, após 11 dias de competições, fechando o ciclo que começou em 2009, quando a capital fluminense foi escolhida para sediar os eventos.

A festividade contemplou as características do Brasil em termos de natureza e de suas diversas vertentes artísticas, como a música e a dança, assim como já havia ocorrido nas Olimpíadas. Também não deixou de homenagear o iraniano Bahman Golbarnezhad, morto no sábado após cair e bater com a cabeça em uma pedra durante prova do ciclismo de estrada.

Do ritmo do mestre Batman e os Batuqueiros do Silêncio, formado por deficientes auditivos, passando por Nação Zumbi, Armandinho e Andreas Kisser, até um grande show final, com Nego do Borel, Gaby Amarantos e Ivete Sangalo, entre outros, tendo como momento importante a passagem da bandeira do Rio para Tóquio, onde serão realizados os Jogos de 2020.

Tudo isso apresentado por um mestre de cerimônias diferente: o Google Tradutor, cujo texto e voz eram exibidos para que todos ; principalmente os deficientes auditivos, pudessem acompanhar o que se passava.

O público foi menor do que das três cerimônias anteriores, e, dessa vez, o gramado do Maracanã serviu principalmente como plateia para os atletas paralímpicos. Nos espetáculos anteriores, ele foi utilizado para projeções e performance dos artistas.

A presença de autoridades também foi menos impactante. Estavam lá Eduardo Paes, prefeito do Rio; Luiz Fernando Pezão, governador licenciado; Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados; Raul Jungmann, ministro da Defesa; Leonardo Picciani, ministro do Esporte, entre outros.

Na cerimônia de encerramento, um momento polêmico foi quando o guitarrista do Nação Zumbi, Lúcio Maia, mostrou um cartaz que estava colado em seu instrumento com a inscrição ;Fora, Temer;. A imagem passou ao vivo na transmissão.

O show também quis mostrar histórias de transformação e passar uma mensagem de um mundo feito para todos como legado dessa Paralimpíada. No evento, o jogador Ricardinho, campeão paralímpico no futebol de 5, foi o porta-bandeira do Brasil. O público também aplaudiu de pé quando enalteceram o desempenho de todos os atletas e vibrou com imagens mostradas no telão com os melhores momentos da competição.

Em seu discurso, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, prestou condolências ao povo iraniano pela morte de Golbarnezhad. ;Nossas orações estão com vocês e sentimos muito a sua perda;, disse o dirigente.

Os Jogos do Rio encerram com uma avaliação positiva e tom ufanista. Nuzman enalteceu o sucesso da Olimpíada e da Paralimpíada. ;Para muitos, isso era impossível. Para o Brasil e para o Rio, não. Hoje (ontem), estamos encerrando um ciclo mágico. Rio, cidade olímpica e paralímpica, o povo brasileiro mostrou garra e muita determinação. Brasileiros nunca desistem. Mostramos também a nossa criatividade e talento. Contagiamos todos com a paixão de vocês: a nossa torcida;, frisou. ;Podemos dizer, de cabeça erguida, que temos uma missão cumprida. Há um conjunto de fatores que trouxemos todos esses anos que nos levam a dizer isso. Vamos deixar um legado ao movimento olímpico e paralímpico imensurável.;

Com o fim dos Jogos do Rio, os olhos do desporto mundial agora se voltam para Tóquio, sede da próxima Olimpíada. A promessa é de uma ;virada de chave; total. Saem a animação e a gambiarra ; termo destacado pelo próprio Comitê Organizador ;, entra a alta tecnologia.


QUADRO DE MEDALHAS OURO PRATA BRONZE TOTAL

1. China 107 81 51 239
2. Grã-Bretanha 64 39 44 147
3. Ucrânia 41 37 39 117
4. EUA 40 44 31 115
5. Austrália 22 30 29 81
8. Brasil 14 29 29 72





Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação