PF prende fraudadores

PF prende fraudadores

» RODOLFO COSTA
postado em 07/10/2016 00:00

As fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) voltaram à mira da Polícia Federal (PF). Ontem, policiais cumpriram 22 mandados judiciais em Goiás, Mato Grosso, Piauí e no Distrito Federal. Desses, 12 eram de prisão, dois de condução coercitiva e oito de busca e apreensão. Os suspeitos atuavam expedindo e fabricando documentos pessoais falsos, que eram utilizados para dar entrada em benefícios previdenciários. As investigações estão em curso e a PF não descarta a presença de servidores públicos no esquema. A suspeita é de que a quadrilha tenha desviado R$ 2,3 milhões dos cofres da Previdência.

O esquema tinha uma engenharia criminosa que mobilizava uma cadeia de envolvidos nos estados onde a operação foi desbaratada. Com a geração de certidões de nascimento e identidades falsas, originárias do Piauí e do Maranhão, os suspeitos obtinham a concessão dos benefícios protocolando os processos em agências do INSS em Goiás e no DF, explica Marcela Rodrigues, delegada da PF. ;Quem recebia de fato os benefícios eram os falsários, que tinham o cartão. Eles tinham uma vida dupla. Trabalhavam, mas tinham uma fonte de renda muito mais lucrativa, que era o benefício previdenciário falso;, disse.

A suspeita é que o esquema operava há pelo menos três anos, quando as investigações começaram. Ao todo, a polícia identificou o recebimento de 62 benefícios previdenciários irregulares. ;Tudo com nome de pessoas fictícias;, destacou Marcela. A quadrilha também é suspeita de desviar recursos do seguro-desemprego. ;A mesma documentação falsa era usada tanto no âmbito previdenciário como em vínculos empregatícios fictícios;, afirmou.

Para coibir a fraudes no INSS, a Previdência tem atuado em conjunto com a PF e o Ministério Público Federal. Somente entre 2015 e 2016, a estimativa é que, com a denominada Força-Tarefa Previdenciária, foi possível evitar um prejuízo de R$ 600 milhões aos cofres públicos.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação