Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 07/10/2016 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Rollemberg decide endurecer com grevistas

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ainda não tomou uma decisão sobre os reajustes dos servidores públicos aprovados no governo de Agnelo Queiroz, que deveriam ter entrado em vigor no ano passado para 32 categorias. Mas há risco de ficar apenas para 2017, por falta de recursos neste ano. Se isso ocorrer, a crise será grande. Por isso, a decisão não está tomada. Porém, o governo já tomou medidas para evitar uma paralisação do serviço público em caso de greves. Saiu ontem à noite, em edição extraordinária, um decreto que endurece o tratamento com servidores que decidirem cruzar os braços. Estão previstas medidas duras, como corte de ponto e até abertura de processo disciplinar, caso os movimentos liderados por sindicatos sejam considerados ilegais pela Justiça.


Penas podem chegar à demissão

Entre as penalidades previstas para quem permanecer de braços cruzados em caso de greve declarada ilegal, está, até mesmo, a demissão do servidor, se for constatada falta grave, ou representações por crimes e atos de improbidade administrativa. As penas estão previstas na Lei Complementar 840, de 2011, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores. Rollemberg justifica: ;Estamos fazendo todo o esforço para pagar em dia e não temos a compreensão de alguns sindicatos. Vários estados estão atrasando salários. Muitos não pagarão 13; salário;.








Baixo quórum

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocou os oito deputados federais do DF para discutir ontem as prioridades nas emendas da bancada para o Orçamento da União de 2017. Mas apenas dois apareceram: Rôney Nemer (PP) e Izalci Lucas (PSDB), líder da bancada. O governador pediu empenho para buscar recursos destinados à aquisição de caldeiras dos hospitais e reforma de escolas do DF.





Laerte Bessa denuncia obstrução da CPI da Saúde

O deputado Laerte Bessa (PR-DF) prepara uma representação contra o governador Rodrigo Rollemberg a ser protocolada na Procuradoria-geral da República e no Tribunal de Contas do DF, por suposta obstrução dos trabalhos da CPI da Saúde. Bessa vai se basear numa discussão, por telefone, entre Rollemberg e o deputado Wellington Luiz (PMDB), presidente da CPI. O governador ligou para contestar um relatório produzido pela CPI que serviu de base para uma decisão do Tribunal de Contas do DF determinando o afastamento do médico Renilson Rehen do Conselho de Saúde, por indícios de irregularidades no Hospital da Criança. Renislon é o presidente da unidade, administrada por meio de uma organização social. Durante a discussão, Wellington almoçava com delegados cedidos para trabalhar na investigação na Câmara Legislativa.




Discípulo de Pitanguy

O cirurgião plástico José Carlos Daher, investigado na segunda etapa da Operação Mister Hyde, é um dos mais conhecidos e famosos de Brasília. Pelas mãos do médico, dono do Hospital Daher, passaram mais de 2 mil pacientes. Especialista em face e nariz, foi amigo e discípulo de Ivo Pitanguy.



Pipocando interessados

A Ceb é uma das poucas concessionárias de distribuição de energia ainda estatal. Com a privatização da CELG, neste mês, manter a CEB sob o comando do governo do DF, será uma tarefa árdua. A pressão será grande e não faltam interessados.










Agora é a vez do apoio político

Eleita ontem a lista tríplice para o comando do Ministério Público do DF, começa agora a segunda etapa do processo: o apoio político. Os candidatos que passaram pelo crivo dos colegas devem procurar os integrantes da bancada de deputados federais do DF e interlocutores próximos do presidente Michel Temer, a quem cabe a nomeação. Na votação de ontem, o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, que concorre à recondução, ficou em primeiro lugar. Teve 250 votos. Os promotores Dênio Augusto de Oliveira Moura e Nardel Lucas da Silva tiveram respectivamente, 171 e 94 votos. Ricardo Antônio de Souza obteve 67 votos e está fora do páreo.


Favorito

Por ter figurado em primeiro na preferência dos colegas, o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, é favorito na disputa. A Associação do Ministério Público do DF vai pedir ao presidente Michel Temer a nomeação do líder na lista.


Votos únicos

Cada promotor ou procurador de Justiça poderia escolher três nomes na disputa pelo comando do Ministério Público, mas, dos 350 que participaram do processo, 119 deram voto único em Leonardo Bessa








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