Aos mestres, com carinho

Aos mestres, com carinho

Hoje é o dia deles, e o Super! escolheu a história de uma professora amada pelos alunos para representar em uma homenagem todos os profissionais que dedicam parte da vida ao ofício de ensinar

Jéssica Gotlib Especial para o Correio
postado em 15/10/2016 00:00
 (foto: Fotos: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Minervino Junior/CB/D.A Press)

;Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais;; É com esse curto, mas profundo trecho que o educador e escritor Rubem Alves (1933- 2014) define a profissão dos educadores no início do livro A alegria de ensinar, publicado em 1994.


Como ele, centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo se dedicam a ajudar crianças, jovens e até adultos a trilhar o mundo do conhecimento. Mais que tutorear os aprendizes pelos caminhos da educação formal, os professores acabam tendo a função de ajudar os educandos a entrar na vida adulta. Por isso, a homenagem a eles neste 15 de outubro é mais que merecida.


Neste texto, você vai conhecer uma professora cuja dedicação e trabalho encantam os alunos. Assim, o Super! homenageia a todos os mestres do Brasil.

Paixão de infância
Andrea Regina da Silva, 49 anos, cresceu passando mais tempo que as outras crianças em uma escola. Isso porque a mãe dela era faxineira em um colégio infantil na cidade de Anápolis (Goiás), e a menina sempre estava por lá. Ainda pequena, a brincadeira favorita dela era dar aulas aos amiguinhos. Não foi novidade alguma quando a professora começou a trabalhar como auxiliar na escola e, logo depois, resolveu fazer pedagogia.


Aos 20 anos, Andrea se formou e começou a dar aulas na cidade goiana, onde trabalhou em dois colégios. Em 1996, ela se mudou com a irmã para Brasília e continuou dando aulas por aqui. A professora conta que, com 24 anos de carreira, só trabalhou em quatro escolas porque gosta de ficar muito tempo em cada instituição, no Ciman (atual emprego dela) está há 14 anos.


; Acho que ensinar é uma arte. Você cresce muito, pessoal e profissionalmente, a cada nova turma. Minha preocupação é sempre com os alunos, como eu recebo cada um deles e como eles devem sair no fim do ano. Sempre penso na melhor forma de fazer com que eles amadureçam ao longo do processo e saiam sabendo mais do que quando entraram, conta Andrea.


Para ela, o maior desafio da profissão é a formação humana dos estudantes.


; Para ensinar o conteúdo, você se prepara, estuda, então é bem mais tranquilo. A principal batalha é lidar com o aluno, não prejudicar nem privilegiar ninguém, dar atenção às necessidades individuais, a todos, e, ao mesmo tempo, estar atenta à turma.


De acordo com Andrea, a maior recompensa também vem do contato com os estudantes.
; Eu sei que aquele aluno vai se tornar um adulto e ver isso acontecer sabendo que contribuí de alguma forma é muito gratificante, completa.

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