Sufoco!

Sufoco!

postado em 18/10/2016 00:00


O mês de outubro costuma ser o tempo de alívio da seca brasiliense. No entanto, desde quinta-feira passada, uma massa de ar quente e seca impediu que a chuva chegasse ao Planalto Central. Isso gerou a madrugada mais quente do mês ; no domingo, o Distrito Federal atingiu a temperatura mínima de 21,7;C. Historicamente, os termômetros ficam em média a 17,4;C nas madrugadas de outubro. ;Os valores estão acima da média climatológica;, explica a meteorologista Ingrid Peixoto.

A máxima de ontem também surpreendeu: chegou a 33;C. O meteorologista Luiz Cavalcanti diz que essa é uma temperatura pouco frequente para outubro, já que a maior registrada foi em setembro de 2015, quando fez 35,6;C. O bloqueio atmosférico continuará até amanhã. A partir da madrugada de quinta, porém, a possibilidade de chuvas em áreas isoladas aumenta. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que a máxima da semana será de 34;C (amanhã e quinta) e a mínima, de 19;C.

Novembro, porém, deverá chegar com boas notícias. O meteorologista Hamilton Carvalho prevê: ;Vai chover na segunda quinzena de outubro, mas, por estar muito seco, ela servirá só para molhar a terra. É a mesma lógica da esponja. As chuvas de outubro molham e as de novembro contribuem para o aumento do nível dos reservatórios.;

A primeira quinzena de novembro também deverá trazer mais chuva do que o esperado. O motivo é a mudança de temperatura que está acontecendo no Pacífico Equatorial (Austrália). Recentemente, o Inmet fez um levantamento que apontou uma fase de neutralidade na temperatura do mar. A meteorologista Ingrid explica a razão: a mudança de fenômeno está ocorrendo gradualmente.

Depois de dois anos sob o efeito do El Niño contribuindo para as temperaturas elevadas e o clima seco em terras candangas, agora é a vez de o La Ninã esfriar as águas. Hamilton explica que os dois fenômenos trazem modificações para o Centro-Oeste. Ingrid ressalta que o La Ninã chegará de maneira discreta. ;Assim como a água tem um processo para esquentar, no fogão, ou esfriar, no congelador, a atmosfera também passa pelo mesmo. Ela demora para responder ao resfriamento que o La Ninã trará, ou seja, levará um tempo para ficar mais frio.;

Dupla
O El Ninõ e o La Niña são fenômenos climáticos que não têm data certa para acontecer. Mas, necessariamente, um ocorre depois do outro e causam efeitos opostos na temperatura do oceano. Sempre acontecem no Pacífico Equatorial, próximo à Austrália. O El Ninõ é o aquecimento das águas do pacífico, enquanto que o La Ninã é o resfriamento. Atualmente, a temperatura mais próxima da costa da América do Sul encontra-se neutra.

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