Doação de 75 milhões sob suspeita

Doação de 75 milhões sob suspeita

Dinheiro veio de beneficiário do Bolsa Família. Fraudes na última campanha chegam à metade do total declarado de R$ 2,22 bilhões

postado em 18/10/2016 00:00
 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 26/10/14
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(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 26/10/14 )


Informações do Tribunal de Contas da União (TCU) relativas às eleições municipais deste ano entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam aumento acentuado de possíveis irregularidades nas receitas e despesas de campanhas para prefeito e para vereador em todo o país. O cruzamento de dados indica suspeitas sobre R$ 1,41 bilhão, mais da metade do montante arrecadado por candidatos e partidos, que totalizou R$ 2,227 bilhões.

O TSE informou que o último relatório do TCU apontou, entre os indícios de irregularidades mais relevantes de despesas declaradas à Justiça Eleitoral, o caso de uma agência de publicidade com apenas dois funcionários contratada por R$ 219 mil. Em outro caso, uma empresa de produções, cujo sócio é beneficiário do Bolsa Família, prestou serviço no valor de R$ 3,57 milhões, de acordo com a prestação de contas.

Dos indícios envolvendo doações, segundo o site do TSE, há o de uma pessoa física que recebe Bolsa Família e destinou R$ 75 milhões. O programa transfere renda a 14 milhões de famílias em situação de pobreza ou de extrema pobreza.

As informações divulgadas no site do TCU resultam de trabalho inédito de cruzamento de dados em parceria com o TSE e diversos órgãos públicos para coibir crimes eleitorais.

A lista do Tribunal de Contas da União aponta, ainda, a quantidade de casos suspeitos chega a 259.968. Ao receber o documento, o TSE compartilhou imediatamente as informações com o Ministério Público Eleitoral (MPE).

Rastreamento
Em levantamento de setembro, na lista do TCU, ;o somatório de quantias suspeitas correspondia a cerca de R$ 116 milhões;. Uma semana depois, já ultrapassava R$ 275 milhões, chegando a R$ 388 milhões no dia 19 e a mais de R$ 554 milhões no fim do mês.No começo deste mês, o valor superou a casa dos R$ 659 milhões.

Ainda segundo o cruzamento de dados, um outro doador repassou R$ 50 milhões sem ter renda compatível. O rastreamento constatou o caso de um prefeito que doou R$ 60 milhões para o seu diretório municipal. Além disso, o número de doadores falecidos subiu para 290.

A lista do Tribunal de Contas da União revela, ainda, que a quantidade de casos suspeitos chega a 259.968. Ao receber o documento, o TSE compartilhou imediatamente as informações com o Ministério Público Eleitoral (MPE).

As suspeitas em torno de beneficiários do Programa Bolsa Família também foram compartilhadas com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS). De acordo com a Instrução Normativa número 18, editada pelo TSE em 16 de agosto deste ano, os indícios de irregularidades serão disponibilizados aos juízes eleitorais para apuração com prioridade, em até cinco dias a partir do conhecimento do caso.

O TSE não informou os nomes dos doadores e beneficiários, nem o detalhamento dos repasses sob suspeita, ;por se tratar de indícios de irregularidades que ainda serão devidamente apurados;.

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