32 pedidos desde 2003

32 pedidos desde 2003

postado em 25/10/2016 00:00


Planilha divulgada pelo Senado mostra que cresceram os pedidos de varreduras atrás de escutas ambientais ; que, em tese, podem ter autorização da Justiça ; e grampos telefônicos à moda antiga ; não utilizados pelo Judiciário hoje em dia ; nos últimos anos, principalmente depois da Operação Lava-Jato.

De 2013 a 2016, houve 32 pedidos de ações de contrainteligência, de acordo com documento fornecido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Foram quatro em 2013, oito em 2014, quando a operação foi deflagrada, 14 em 2015, quando políticos viraram alvos de inquéritos, denúncias e mandados de prisão ou busca e apreensão, e seis este ano. Depois da Lava-Jato, foram 27 ações antiescuta.

Na avaliação de Renan, porém, a leitura é que isso demonstra uma operação comum no Congresso. ;Fazer varredura para detectar grampos a pedido dos senadores é uma rotina;, disse. ;Essa atividade, além de regulamentada no Senado Federal, é uma atuação rotineira. A PF, por exemplo, já pediu emprestado esse equipamento. Pra ver que não tem absolutamente nada a ver com obstrução de investigação.;

Segundo os investigadores da Operação Métis, porém, as ações ocorreram após operações da Lava-Jato e tinham objetivo de obstruir a Justiça. Até o secretário-geral da Mesa do Senado, Luiz Fernando Bandeira, pediu uma varredura.

A pedido de Renan, por meio de um memorando sem número, de 20 de maio, foi feita vasculha no gabinete do ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas. A solicitação ocorreu três dias depois da divulgação de que foram localizados aparelhos de grampo no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Roberto Barroso. (EM)

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