Justiça afasta o presidente

Justiça afasta o presidente

postado em 25/10/2016 00:00
 (foto: WiltonJunior/AE - 29/11/07
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(foto: WiltonJunior/AE - 29/11/07 )


A Justiça Federal acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou o afastamento do presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes. Além dele, foram afastados o diretor financeiro da entidade, Sérgio Ribeiro Lins de Alvarenga; e os coordenadores técnicos de natação, Ricardo de Moura, e de polo aquático, Ricardo Gomes Cabral.

A decisão liminar foi do juiz federal Heraldo Garcia Vitta, da 21; Vara Federal Cível de São Paulo. O afastamento se dá após uma ação de improbidade administrativa proposta pelo MPF relativa a um convênio firmado entre o Ministério do Esporte e a CBDA, que tinha a finalidade de adquirir determinados equipamentos para as modalidades olímpicas de maratonas aquáticas, nado sincronizado e polo aquático, na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio.

O MPF alega que uma auditoria feita no convênio constatou diversas fraudes, como vínculo entre as empresas participantes, empresas de fachadas e a não comprovação de que os equipamentos foram efetivamente recebidos pela CBDA. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), entre 2011 e 2016, a confederação recebeu mais de R$ 24 milhões do Comitê Olímpico do Brasil. E o relatório aponta ;indícios de superfaturamento, montagem de processos e outras irregularidades nos processos de aquisição de equipamentos e serviços;.

Em sua decisão de afastar Coaracy, o juiz critica a longa permanência do dirigente à frente da confederação. ;Ora, o presidente da CBDA exerce a função desde 1988; tem poder de direção e comando. Devido ao tempo em que está à frente da instituição, certamente, constituiu, ao seu lado, pessoas de sua confiança. Aliás, causa estranheza, fere o bom senso, a ocorrência de sucessivas eleições na associação, com reconduções da mesma pessoa desde 1988. Com o perdão da palavra, em vez de haver democracia na CBDA, parece haver monarquia institucionalizada, consolidada, por conta da perpetuidade na função diretiva;, afirmou.

"pode declarar afastamento de alguém que não fez nada, não roubou?;, afirmou Coaracy Nunes à Folha de S. Paulo. ;Não tem nenhuma prova. Eu vou tomar providência, porque não esperava essa palhaçada. Meu nome está sendo achincalhado.Vou até as últimas consequências.;




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