Policiais aumentam pressão

Policiais aumentam pressão

postado em 10/12/2016 00:00

Policiais civis e agentes penitenciários ameaçam paralisar as atividades, já na próxima semana, se o governo não der resposta positiva ao pleito da categoria, que quer ser excluída da proposta de reforma do sistema previdenciário encaminhada ao Congresso. O presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobracol), Jânio Bosco Gandra, disse ontem que participará de reunião com o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, na quarta-feira, na qual espera receber uma resposta ao pedido, formalizado em carta encaminhada nesta semana, na qual os profissionais pedem o mesmo tratamento dado a integrantes das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros, que ficaram fora da PEC da Previdência. Se a reivindicação não for aceita, haverá radicalização.

;Vamos convocar greve geral nacional nos presídios e delegacias. Vamos parar se o governo não mudar a PEC;, afirmou Gandra. Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) também querem ser excluídas da proposta de reforma. ;Estamos muito preocupados;, disse o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens.

Marcelo Perrucci, auditor de finanças e controle e presidente do Conselho Fiscal do Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp), afirmou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, maquiou dados para justificar a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. O ministro comparou o Brasil com países desenvolvidos, nos quaisesse limite já vigora. Perruci, porém, alega que Meirelles deixou de fora informações relevantes.

;Vemos que a expectativa de vida média dos países que delimitaram em 65 anos o corte para a aposentadoria é de 81,2 anos, contra 75 anos no Brasil. Ou seja, nesses países, as pessoas vivem, em média, 6,2 anos a mais do que no Brasil. Segundo ele, a reforma proposta pelo governo ;tem o potencial de transformar o Brasil no pior país, dentre os analisados, para se aposentar;. (VB)

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