Ministro boliviano: "Foi assassinato"

Ministro boliviano: "Foi assassinato"

postado em 10/12/2016 00:00
 (foto: Raul Arboleda/AFP - 29/11/16

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(foto: Raul Arboleda/AFP - 29/11/16 )



O ministro boliviano da Defesa, Reymi Ferreira, acusou ontem de ;assassinato; o piloto da aeronave da LaMia que caiu em Medellín (noroeste da Colômbia), com 77 pessoas a bordo, por ter voado com combustível insuficiente.

;Definitivamente, não houve um acidente, houve um homicídio. O que ocorreu em Medellín foi um assassinato;, disse Ferreira, assegurando que, se o piloto Miguel Quiroga tivesse cumprido as normas, a tragédia não teria ocorrido.

Questionado se o piloto Miguel Quiroga foi o responsável pelo fato, Ferreira respondeu: ;Obviamente. Se o piloto só tivesse cumprido o que diz a norma, que é aterrissar em Cobija ou em Bogotá, ou, se pelo menos antes de se acidentar, tivesse anunciado emergência desde o começo, é possível que essa tragédia não tivesse ocorrido;.

Segundo um relatório oficial de uma funcionária aeroportuária boliviana, Quiroga teria decidido evitar as paradas em pontos de reabastecimento de combustível. Um técnico que sobreviveu à tragédia testemunhou também que o piloto não reportou emergência no voo.

;Que alguém se atreva a levar passageiros (..) com o combustível exato viola um protocolo fundamental, básico da aeronavegação civil, de que se deve ter pelo menos uma hora e meia de autonomia de voo de onde se parte até onde vai se chegar;, destacou Ferreira.

A esse tipo de crítica, a viúva de Quiroga, Daniela Pinto, respondeu pedindo publicamente, na quarta-feira, que as pessoas entendam que seu marido ;não é nenhum monstro;.

Prisões
Promotores de Brasil, Bolívia e Colômbia coordenam as investigações das causas do acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense. Por enquanto, estão em prisão preventiva o gerente da LaMia, Gustavo Vargas Gamboa, e o filho dele, Gustavo Vargas Villegas, que foi chefe de registros de licenças da Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC).

Além disso, a Polícia emitiu uma ordem de prisão internacional contra Celia Castedo, funcionária aeroportuária e primeira denunciada no caso, que pediu refúgio ao Brasil. Outro sócio da companhia, Marco Antonio Rocha, permanece em Assunção, Paraguai, desde uma semana antes do acidente.

Vargas admitiu há alguns dias que o avião, um BA-146 modelo RJ85, que decolou de Santa Cruz, deveria ter reabastecido na cidade boliviana de Cobija, no extremo norte do país, antes de seguir viagem até Medellín. Mas a aeronave não parou nem foi reabastecida em Bogotá (capital da Colômbia), segundo informes preliminares.



;Definitivamente, não houve um acidente, houve um homicídio. O que ocorreu em Medellín foi um assassinato;
Reymi Ferreira, ministro boliviano da Defesa



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