Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 11/12/2016 00:00



O elo mais fraco
Nessas primeiras 24 horas após o vazamento da proposta de delação dos executivos da Odebrecht, em especial, Cláudio Melo, da área de Relações Institucionais, os políticos começam a ver quem saiu mais ferido depois do fósforo aceso na loja de fogos. Os cáculos iniciais colocam na linha de tiro o advogado José Yunes, assessor especial do presidente Michel Temer. O delator diz ter entregue recursos no escritório de Yunes.

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O problema, dizem alguns, é que o caso de Yunes deve ficar sob a jurisdição de Sergio Moro. Quem acompanha detalhadamente a Lava-Jato lembra que, no início deste ano, antes de perder o mandato, Eduardo Cunha fez de tudo para que a investigação contra sua mulher, Claudia Cruz, ficasse no Supremo Tribunal Federal. Não conseguiu. Para muitos, é um sinal de que parentes, assessores e amigos de autoridades ficarão cada um no seu quadrado. Pior para quem não tem foro privilegiado.


Tucanos em alta

Depois das apostas voltadas ao nome de Tasso Jereissati, circula com força o nome do senador José Aníbal para ocupar o Ministério do Planejamento. Seria uma forma de amarrar o complicado PSDB de São Paulo ao governo de Michel Temer.

Depois da ;Dri;...
Quem está na mira da Justiça para a próxima fase da operação Calicute é o advogado Regis Fichtner, ex-secretário da Casa Civil de Sérgio Cabral. Fichtner foi ainda primeiro suplente de Cabral no Senado e advogado da campanha.

...várias ligações

A H.Stern, joalheria que abastecia o porta-jóias de Adriana Ancelmo sem nota fiscal, foi representada pelo escritório de Fichtner em 2012, quando um senhor entrou na Justiça para obter parte da herança do fundador da marca, Hans Stern.

Contagem regressiva na PF
Policiais federais apostam que o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, vai apenas esperar a virada do ano para substituir Leandro Daiello no comando da Polícia Federal.

CURTIDAS


Incomodou I/ Uma coisa incomodou mais Geraldo Alckmin (foto) do que ver o nome do cunhado envolvido na Lava-Jato: a intenção de Fernando Henrique Cardoso e José Serra de dar mais um mandato para o senador Aécio Neves na Presidência do PSDB.

Incomodou II/
O bloco está formado: de um lado, Aécio e Serra, numa aliança tácita com o apoio de Fernando Henrique Cardoso, e Alckmin, com o PSDB de São Paulo.

Amigos, amigos; Negócios à parte/ Aliados do líder do PMDB, Eunício Oliveira, se apressam em dizer que o senador jamais toparia receber dinheiro via Romero Jucá. Ali, a desconfiança é mútua.

Pensando bem;/ O número de envolvidos na delação da Odebrecht é tão grande que, nos bastidores, o cálculo é o de que eles têm quorum para aprovar qualquer projeto contra a investigação. A aposta é que dificilmente a Câmara ou o Senado processarão os seus e caberá ao Poder Judiciário separar e afastar quem tiver problemas. 2017 promete.

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