Investigação à vista

Investigação à vista

Democratas se articulam para que Congresso apure a informação da CIA de que hackers ligados à Rússia agiram para ajudar a vitória de Donald Trump nas eleições

postado em 11/12/2016 00:00
 (foto: 
Aaron P. Bernstein/AFP
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(foto: Aaron P. Bernstein/AFP )

O senador norte-americano Chuck Schumer, líder da minoria democrata, pretende iniciar uma campanha para que o Congresso abra uma investigação bipartidária sobre os relatos de interferência russa nas eleições de 2016. A movimentação é uma resposta ao anúncio feito pela Agência Central de Inteligência (CIA) de que a ação de hackers ligados ao Kremelin tinha como objetivo impulsionar a candidatura de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

Segundo o jornal Politico, a intenção de Schumer é iniciar as articulações no Capitólio assim que o Legislativo voltar do recesso de fim de ano e pressionar para que a investigação continue mesmo após o fim do mandato do presidente Barack Obama, em 20 de janeiro. A Casa Branca solicitou a elaboração de um relatório completo sobre a ação de hackers russos durante o último período eleitoral e quer que ele seja apresentado ao Congresso antes da posse de Trump.

Fontes da inteligência americana afirmaram ao jornal The Washington Post que as autoridades identificaram indivíduos ligados ao governo russo que forneceram ao site Wikileaks milhares de e-mails de membros do Comitê Nacional Democrata e de John Podesta, então diretor de campanha de Hillary Clinton. Descritos como pessoas conhecidas pela comunidade de inteligência, esses hackers agiam como parte de uma operação para promover a candidatura de Trump e minar as chances de vitória de Hillary. O Wikileaks sempre negou qualquer vínculo com Moscou.

O parecer foi apresentado a um grupo de senadores no início da semana em um briefing confidencial. ;É a avaliação da comunidade de inteligência que o objetivo da Rússia era favorecer um candidato sobre o outro, ajudar Trump a ser eleito;, destacou a reportagem do Post. Embora a publicação considere que a avaliação é consenso entre as 17 agências de inteligência do país, o posicionamento ainda não foi formalizado.

Republicano nega

Na sexta-feira, assessores de Trump rejeitaram as conclusões da inteligência sobre a ação russa. ;Essas são as mesmas pessoas que disseram que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa;, comunicou a equipe de transição do presidente eleito. ;A eleição terminou faz tempo em uma das maiores vitórias da história do Colégio Eleitoral. Agora é hora de ir adiante e fazer os EUA grandes de novo.;

Apesar de a ala republicana no Congresso ter evitado comentar a questão nos últimos dias, o senador John Cornyn, do Texas, escreveu, em sua página no Twitter, que a interferência russa se trata de algo ;sério; e que acontece há anos. John Mcain, senador pelo Arizona, considerou que a ação de Moscou era conhecida ;por todo mundo; e acusou os russos de terem hackeado sua campanha para a Presidência em 2008. ;Isso deveria ser uma surpresa para alguém?;, afirmou à imprensa.

Mcain é um dos republicanos que devem se unir à iniciativa de Schumer. Em comunicado, o ex-candidato à Casa Branca afirmou que pretende fazer da segurança cibernética uma prioridade na Comissão para Serviços Armados do Senado, a fim de garantir que os americanos tenham as ;capacidades necessárias para se defender, deter e responder; às ameaças de hackers. ;É por isso que eu vou trabalhar de forma colaborativa com meus colegas no Senado e no Executivo para examinar questões importantes relacionadas à segurança cibernética, inclusive as tentativas russas de interferir nas eleições americanas;, escreveu.

Atentado na Turquia mata ao menos 13
A explosão de um carro-bomba próximo a um estádio de futebol em Istambul, na Turquia, matou ao menos 13 pessoas e deixou 50 feridas. O atentado ocorreu depois da partida entre dois dos maiores times do país: o Besikstas, dono do estádio, e o Bursaspor. A suspeita inicial é que o alvo seriam policiais que trabalhavam na segurança do jogo. Ao menos 20 profissionais da segurança estão entre os feridos. Pelo Twitter, o ministro de Transportes turco, Ahmet Arslan, afirmou que o incidente no centro da cidade foi um ataque terrorista.

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