Faltam vias exclusivas

Faltam vias exclusivas

postado em 11/12/2016 00:00
 (foto: CBMDF/Divulgação)
(foto: CBMDF/Divulgação)



Dividir a via com automóveis encabeça a lista de desafios e causas de acidentes com morte envolvendo ciclistas no DF. Prova disso é o principal tópico de reclamação de quem pedala: a falta de ciclovias. Em 20 dos 22 casos ocorridos em 2014, segundo a pesquisa da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social, em conjunto com o Detran, não havia vias apropriadas para bikes. ;Faltam ciclovias em todos os lugares. Inclusive em rodovias, pois muita gente utiliza esse tipo de via. Quem vive em área rural, por exemplo;, lamenta a aposentada Nelci Martins, 54 anos, vítima de acidente enquanto pedalava pelo acostamento da BR-060.

Ela seguia na companhia de dois amigos, às 17h20 do último dia 5, quando um motorista em alta velocidade a fechou. Nelci, então, perdeu o equilíbrio. Ao tentar evitar a colisão, sofreu a queda. O acidente causou à aposentada uma fratura na clavícula esquerda e escoriações nos braços, nas pernas e no rosto.

O índice de acidentes envolvendo bicicletas em acostamentos chama a atenção. Isso porque o local se destina ;à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim;, além da ;parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência;, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). ;Acho que se deve criar esse tipo de via também nas estradas, como forma de proteger os que usam bicicleta;, sugere a moradora do Sudoeste.

O diretor do Detran Silvain, Fonseca, reconhece a quantidade insuficiente de ciclovias no DF, mas destaca a importância do estímulo ao uso de vias destinadas a quem pedala, o que, em determinados casos, segundo ele, resguarda vidas. ;É essencial o uso das ciclovias e das ciclofaixas, mesmo que haja poucas. Prova disso é o baixo número de acidentes com morte nessas vias. Ou seja, ciclista deve fazer uso do seu direito;, adverte. As colisões seguidas de morte em ciclovias ocorreram no Parque da Cidade e no Recanto das Emas.

A malha cicloviária do DF cresce a cada ano, ainda que lentamente. Em 2004, havia 5km de extensão. Oito anos depois, as pistas somavam 173 km e, no ano passado, o total era de 411 km, segundo dados da Secretaria de Mobilidade.

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