Jamaica

Jamaica

Por Márcio Cotrim
postado em 11/12/2016 00:00


O berço desse nome vem de xamaica, que significa ;terra dos mananciais;, na língua aruaque, usada pelos antigos habitantes da ilha. Não é à toa que a Jamaica é conhecida por esse nome, pois seu território é rico em cachoeiras, rios e cursos d;água, com destaque para Ocho Rios, importante ponto turístico do país. Você sabia que a Jamaica é o terceiro país anglófono (onde se fala inglês) nas Américas, atrás apenas dos EUA e do Canadá? E também que o território atual da Jamaica já foi propriedade privada da família do descobridor Cristóvão Colombo?

A Jamaica já fez parte de uma federação que reunia diversos países caribenhos, chamada Federação das Índias Ocidentais, dentre as atuais nações caribenhas que integravam essa federação, estão Trinidad e Tobago, Santa Lúcia, Barbados, Dominica, São Vicente e Granadina, além das ilhas Caiman e outras.

A Jamaica é um dos principais destinos turísticos do Caribe, e não sem motivo. Desfruta de clima quente do tipo tropical oceânico, possuindo algumas das mais paradisíacas praias da região. A maior parte dos jamaicanos, cerca de 75%, é descendente de escravos africanos.

O rastafarismo nasceu na Jamaica e idolatra o líder etíope Haillé Selassié, que reinou por mais de 70 anos. Em geral, os rastas são naturalistas, vegetarianos, pregam a paz e veneram a cultura africana. Estudiosos dizem que o verdadeiro berço da palavra rastafári é aramaico.

O cantor jamaicano Bob Marley era adepto da religião rastafári e trabalhava para disseminá-la internacionalmente. O reggae é um estilo musical típico da Jamaica, que atrai milhares de fãs. O atleta Usain Bolt, supervitorioso, é o homem mais veloz do mundo, como tem demonstrado frequentemente nas provas que disputa e as que venceu na recente Olimpíada do Rio de Janeiro, carreando milhares de fãs deslumbrados com sua atuação nas pistas, levando ao delírio multidões nas competições que ele venceu. Verdadeiro símbolo da velocidade humana.

BONDE ;
A palavra só se usa no Brasil, e por um motivo curioso: é que o dinheiro para financiar os primeiros desses veículos, movidos por tração animal, que circularam no Brasil a partir de 1868, veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds ; em inglês, ;bônus;, ;vale;, ;títulos a receber;. Como os bilhetes utilizados pelos passageiros eram os bonds e estampavam a figura do veículo, o povão passou a chamar de ;bonde; não apenas o bilhete em si, mas o próprio veículo. O nome pegou e assim surgiu essa palavra exclusiva dos brasileiros. Hoje, ela também é usada em expressões populares, como ;pegar o bonde andando; ; terminar um serviço que outra pessoa começou e largou pela metade ; ou, injustamente, pejorativa para os mineiros, ;comprar um bonde;, adquirir produto sem valor. Nesse grotesco sentido, aliás, muito bonde está à venda todos os dias nos classificados dos jornais. É só dar uma olhadinha...

HORRIPILANTE ;
A palavra é formada por dois elementos latinos: horrere, eriçar, temer; pillus, pelo, fio de cabelo. O primeiro está presente também em horror e horrível, e o segundo aparece em depilar. Literalmente, portanto, aplica-se o adjetivo horripilante a tudo aquilo que deixa os cabelos em pé ou que arrepie a pele. Sensação que temos todos os dias ao ligar o noticiário noturno da televisão que mostra cenas de terror por este mundo afora.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação