Vândalos atacam sede da Fiesp

Vândalos atacam sede da Fiesp

postado em 14/12/2016 00:00

São Paulo ;
A emenda constitucional que limita os gastos públicos foi alvo de protestos em várias cidades do país. Em São Paulo, um grupo de manifestantes atacou e depredou, ontem à noite o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. Eles usaram paus e pedras para quebrar os vidros do edifício e lançaram rojões contra o interior da sede da entidade. Seguranças reagiram usando cassetetes.

Até que a invasão ocorresse, o protesto se desenrolava sem episódios de violência. Além de criticar a PEC, os manifestantes pediam a saída de Michel Temer da Presidência. Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), uma das organizações que convocaram a manifestação, garantiu que o objetivo era fazer um ato pacífico. Na avaliação dele, o ataque ao prédio ocorreu de forma espontânea e foi provocado ;pelo que a instituição representa; para o país.

;(O ataque) não estava programado, mas foi um gesto de indignação das pessoas. A Fiesp representa o que não presta no Brasil. Os danos na fachada do prédio significam muito pouco perto do prejuízo que a Fiesp está causando há muito tempo ao povo do Brasil;, disse. A Fiesp, por sua vez, divulgou nota em que afirma que a sede da entidade ;foi alvo de um ataque criminoso e violento liderado por vândalos que portavam bandeiras do PT e da CUT;.

No documento, a Fiesp relata que os manifestantes ;dispararam dezenas de pedras e rojões contra o edifício, colocando em risco funcionários da Fiesp, do Sesi e do Senai que saíam do local, além de frequentadores do Centro Cultural Fiesp, que recebe milhões de pessoas para exposições e espetáculos teatrais gratuitos;. A entidade lamentou que ;uma minoria violenta ainda acredite que a depredação seja uma maneira razoável de manifestar posições políticas ou ideológicas. Vandalismo é crime. Nada mais do que isso;.

O protesto foi convocada por meio das redes sociais e organizado pela frente de mobilização Povo Sem Medo, que reúne mais de 30 movimentos, entre os quais o MTST. Segundo os organizadores, a manifestação reuniu cerca de 4 mil pessoas.

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