Recorde de calor no Ártico

Recorde de calor no Ártico

postado em 14/12/2016 00:00
 (foto: Clement Sabourin/AFP - 27/9/15
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(foto: Clement Sabourin/AFP - 27/9/15 )


Um ar excepcionalmente quente entre outubro de 2015 e setembro de 2016 levou ao registro recorde de calor no Ártico, provocando um derretimento maciço de gelo e de neve e um congelamento tardio no outono. Os dados fazem parte de um relatório revisado por 61 cientistas de todo o mundo e divulgado ontem no Arctic Report Card 2016 pela Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

;Raramente vimos o Ártico mostrar um sinal mais claro, mais forte ou mais pronunciado de aquecimento persistente e seus efeitos em cascata sobre o meio ambiente do que neste ano;, afirmou o diretor do Programa de Pesquisa do Ártico da NOAA, Jeremy Mathis. A região segue se aquecendo mais de duas vezes mais rápido do que o restante do planeta, que também deverá registrar recorde de calor, indica o documento.

A temperatura anual do ar sobre a superfície terrestre do Ártico foi 3,5;C maior do que em 1900. A temperatura da superfície do mar em agosto último, no auge do verão, foi 5;C acima da média entre 1982 e 2010 nos mares de Barents e Chukchi e nas costas leste e oeste da Groenlândia. Segundo especialistas da área, entre as razões para o fenômeno estão a queima de combustíveis fósseis, que emite gases causadores do efeito estufa e prendem o calor na atmosfera, e a tendência de aquecimento do oceano provocado pelo El Niño.

As temperaturas sem precedentes levaram a um atraso histórico no congelamento da cobertura de gelo marinha no outono deste ano e à formação de uma cobertura mais fina, que derrete facilmente. ;A extensão mínima do gelo marinho do Ártico desde meados de outubro de 2016 até o fim de novembro de 2016 foi a menor desde o início dos registros por satélite, em 1979;, informa o relatório. Essa extensão também foi 28% menor do que a média de 1981-2010 para outubro.

Onda de 19 metros
Uma onda de 19 metros foi registrada no Atlântico Norte e virou o novo recorde para uma onda oceânica, ratificado por especialistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O fenômeno foi constatado por uma boia em 4 de fevereiro de 2013 entre a Islândia e o Reino Unido. Nesse dia, houve uma frente fria que desencadeou ventos de até 81 km/h sobre a região. O recorde anterior, de 18,275 metros, se deu em 8 de dezembro de 2007, também no Atlântico Norte. O comunicado divulgado ontem também reforça a importância da medição para ;garantir a segurança da indústria marítima mundial e proteger a vida dos tripulantes e passageiros nas rotas marítimas de muito trânsito;.

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