Assessor deixa o cargo

Assessor deixa o cargo

José Yunes, citado em delação da Odebrecht, pede demissão

postado em 15/12/2016 00:00

O assessor especial da Presidência da República José Yunes pediu ontem exoneração do cargo. Em carta, ele afirmou que a demissão é para preservar a dignidade. Yunes, que é amigo do presidente Michel Temer há 50 anos, foi citado no anexo da delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho.

;Nos últimos dias, vi meu nome jogado no lamaçal de uma abjeta delação. É fantasiosa a alegação que teria recebido recurso em espécie de doações do PMDB;, disse Yunes, na carta. Ele lamentou ainda não poder ;ajudar o amigo de 50 anos a colocar o país nos trilhos;.

Melo Filho afirmou, em anexo entregue ao Ministério Público Federal, que o presidente Michel Temer pediu ;apoio financeiro; para as campanhas do PMDB em 2014 a Marcelo Odebrecht, que se comprometeu com um pagamento de R$ 10 milhões.

O ex-executivo detalha um jantar com Temer no Palácio do Jaburu, no qual estiveram presentes Temer, Marcelo Odebrecht e Padilha. Segundo o delator, Temer solicitou ;direta e pessoalmente para Marcelo apoio financeiro para as campanhas do PMDB no ano de 2014;.

O presidente nacional do PMDB e líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (RR), disse que a saída de José Yunes ocorreu para evitar qualquer tipo de ;pseudoconstrangimento; ao presidente Michel Temer ou ao Executivo. ;Ele pediu para sair exatamente para que não se gere nenhum tipo de desconfiança ou qualquer problema para o governo;, disse Jucá.

Já o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, evitou comentar rumores sobre sua eventual saída do governo. Mais cedo, a assessoria de Moreira Franco divulgou nota desmentindo ;boatos; que ele estaria demissionário. ;Estou dedicado a colaborar no lançamento das medidas microeconômicas e no fortalecimento do programa de concessões. Não abandono lutas quando acredito nelas;, afirmou. Moreira também é citado na delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho.

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