Visão do Correio

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postado em 15/12/2016 00:00


Esperanças
para 2017


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está otimista quanto ao futuro do país. Ao participar do seminário Debates ; Desafios para 2017, promovido pelo Correio Braziliense, ele afirmou que o Brasil chegará ao último trimestre do próximo ano com um crescimento de 2,8% na comparação com igual período de 2016. O sentimento dele é, em grande parte, inspirado pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 55), que limita o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior.

No encontro que reuniu empresários, representantes de entidades de diferentes segmentos do setor produtivo, economistas e autoridades da equipe econômica do governo, Meirelles afirmou que, desde a edição da Constituição de 1988, essa é a primeira vez que uma emenda estabelece limites aos gastos governamentais. Lembrou que o deficit de R$ 170,5 bilhões, apurados, logo após chegar ao Executivo, é realista. Citou que havia aluguel de prédios ocupados pelas embaixadas do Brasil em atraso e os valores não constavam do Orçamento da União. O mesmo ocorria com obras realizadas e não pagas, e inadimplência no pagamento de contribuições devidas pelo governo a organismos internacionais.

As iniciativas para a superação da crise econômica, que ganhou contornos mais fortes a partir de 2014, propiciaram uma inversão na perda de confiança no Brasil. Aos poucos, o país vem reconquistando credibilidade. Destacou que depois da depressão de 1929 e 1930, provocada pela queda do preço do café nos Estados Unidos e que afetou profundamente os brasileiros, hoje, enfrentam a maior recessão da história, por motivos domésticos.

Os gastos públicos de gestões anteriores excederam os limites suportáveis para a economia nacional. Para contornar as dificuldades decorrentes do alto endividamento, as opções ficavam entre cortes temporários nos investimentos e aumento de impostos. A PEC do Teto rompe com essa lógica, que em nada colaborou para promover o avanço do desenvolvimento econômico.

O ministro confirmou que, hoje, após a promulgação da PEC do Teto, serão anunciadas pelo menos 10 medidas voltadas à microeconomia. ;Estamos trabalhando para melhorar a vida de quem produz ou quer produzir;, afirmou, convencido de que o país saíra de 2017 para 2018 com um ritmo forte de crescimento. Meirelles garante que o Brasil está mudando para melhor. A inflação está em queda e a retomada do emprego deverá começar no próximo ano. É o que esperam pelo menos 12 milhões de profissionais, hoje, fora do mercado. Aliás este é o desejo da nação: que a crise atual seja transformada em oportunidades reais para todos.




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