Em vez de resolver, confundiu

Em vez de resolver, confundiu

Decisão polêmica do juiz com base em vídeo beneficia Kashima e elimina o Atlético Nacional

postado em 15/12/2016 00:00
 (foto: Toshifumi Kitamura/AFP
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(foto: Toshifumi Kitamura/AFP )



O auxílio do vídeo para a arbitragem foi utilizado pela primeira fez em uma competição da Fifa, ontem, na primeira semifinal do Mundial de Clubes, com um pênalti polêmico marcado a favor do Kashima Antlers contra o Atlético Nacional. Aos 29 minutos de jogo, o colombiano Orlando Berrío trombou com Daigo Nishi na área e o japonês, que estava em posição irregular, ficou caído no gramado. O árbitro húngaro Viktor Kassai deixou o jogo seguir em um primeiro momento, mas pouco depois resolveu rever a jogada ao ser avisado pelo assistente de vídeo.

Depois de rever o lance em uma tela na beira do gramado, Kassai apontou pênalti e Shoma Doi converteu, depois de quatro minutos de indecisão, diante de um público que parecia não entender o que estava acontecendo.

A Fifa explicou em um comunicado que o árbitro assistente de vídeo avisou o juiz sobre a possibilidade de aplicar duas punições: o impedimento do atacante japonês e o pênalti contra o colombiano. ;O impedimento não poderia ter sido aplicado porque o atacante não estava em condições de lutar pela bola;, justificou a entidade. ;Ao assistir ao replay, o juiz considerou que Daigo Nishi foi derrubado na área por Orlando Berrío;, alega a Fifa.

Depois da partida, o técnico do Atlético Nacional, Reinaldo Rueda, criticou a decisão de Kassai. ;Infelizmente, na jogada, Orlando (Berrío) se choca com o jogador fortuitamente e o adversário cai no chão;, reclamou o colombiano. Mesmo assim, o treinador deixou claro que essa decisão não foi o único fator que justifica a derrota. ;Não podemos sentenciar que fomos vencidos pela tecnologia. Fomos vítimas dessa novidade, mas achávamos que tínhamos condições de virar o marcador;, ponderou.

Os jogadores do time colombiano, porém, ficaram inconformados com a decisão. ;Fomos avisados que o vídeo seria usado para jogadas duvidosas que fossem vistas por todos, inclusive os jogadores, e não entendemos a decisão porque eles não reclamaram do lance e continuaram jogando;, reclamou o capitão Alexis Henríquez.

A International Board, entidade que gere as regras do futebol, autorizou em março testes em condições reais de jogo por dois anos, primeiro passo rumo à confirmação do uso na Copa de 2018.





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