Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 15/12/2016 00:00


Disputa voto a voto
A disputa pela Presidência da Câmara Legislativa estava tão acirrada e indefinida até a noite de ontem que pode terminar apenas no último round. Na noite de ontem, já se discutia entre deputados os critérios de desempate entre Agaciel Maia (PR) e Joe Valle (PDT), caso não haja nocaute. Pelo Regimento Interno da Casa, se os dois deputados tiverem o mesmo número de votos, ganha quem tiver mais mandatos anteriores. Se não resolver, leva aquele cujo partido tiver a maior bancada. Nos dois casos, o impasse permanece. Sai vitorioso, então, quem teve mais votos na última eleição. Neste caso, Joe está em vantagem. Mas, no campo político, Agaciel tem uma margem maior de negociação pelo apoio do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que tem a caneta na mão para nomeações e exonerações. Muitas negociações ocorrerão até o último minuto. Até a noite de ontem, era uma luta sem vencedores.


Porteira fechada
O deputado Israel Batista (PV) deixou claro aos colegas numa reunião. Votará em Agaciel Maia (PR) para a Presidência da Câmara Legislativa porque tem um compromisso com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) que inclui um projeto político na área de juventude, crianças e adolescentes. A equipe da secretaria é toda indicada pelo distrital.


Petistas com Joe
O deputado Joe Valle (PDT) tem o apoio de dois petistas influentes. Gilberto Carvalho, ex-ministro dos governos de Dilma Rousseff e de Lula, e a ex-deputada Arlete Sampaio. Nenhum dos dois, no entanto, conseguiu reverter os três votos da bancada do PT. Ricardo Vale, Chico Vigilante e Wasny de Roure fecharam com o candidato adversário, Agaciel Maia (PR). Arlete chegou a participar de reuniões e entrou no grupo de WhatsApp em que se discutia a candidatura de Joe, do qual participam 11 deputados. A petista é chamada de 12;. Mas não tem voto.


Contra o apoio a Agaciel
A executiva regional do PT divulgou uma nota dura em que ataca o governo de Rodrigo Rollemberg e repudia o apoio da bancada petista a Agaciel Maia (PR), por se tratar do candidato que tem o apoio do Palácio do Buriti. ;A cidade assiste estarrecida ao caos na saúde, estimulado intencionalmente por este governo para justificar a privatização deste serviço. Presenciamos, também, o crescimento da violência urbana. Em todas as áreas de governo o que estamos vendo é a mais absoluta incompetência. A sensação da população é que não existe governador no DF;, diz a nota.

Troca-troca
O deputado Chico Vigilante (PT) acha que os petistas têm uma dívida de gratidão com Agaciel Maia (PR). Motivo: a deputada Zenaide Maia (PR-RN) votou contra o impeachment de Dilma Rousseff. Foi o único voto do Rio Grande do Norte e sofreu as consequências. Manifestantes foram à casa dela, em Natal, para protestar, alegando que a parlamentar mudou o voto porque um outro irmão dela, João Maia, foi indicado para uma das Vice-Presidências do Banco do Brasil.


Licença para faltar
A deputada Liliane Roriz (PTB) está de licença médica e não deve aparecer hoje para votar na eleição para a Presidência da Câmara Legislativa. Tem um compromisso fechado com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, para votar com Joe Valle (PDT). Mas pode não aparecer. A saúde pode ser uma boa desculpa para não votar no grupo que tem a articulação da arqui-inimiga Celina Leão (PPS).

Voadores
Quatro deputados eram apontados ao longo da semana como ;voadores;, ou seja, circulavam nos dois lados da disputa. Prometiam voto para Agaciel Maia e para Joe Valle.

A Drácon nas eleições
A vitória de Joe Valle à Presidência da Câmara Legislativa dará poder ao grupo de Celina Leão (PPS). Denunciada na Operação Drácon, Celina é uma das principais articuladoras da candidatura do pedetista. Com a negociação, Welington Luiz (PMDB) deve ser vice-presidente e Celina, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mas Agaciel Maia também tem o apoio de dois denunciados na Drácon: Bispo Renato (PR) e Júlio César (PRB).


Siga o dinheiro
R$ 511.810.479,00
É o valor do orçamento da Câmara Legislativa que
a próxima Mesa Diretora vai administrar em 2017.

A pergunta que não quer calar
O vazamento da delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho é motivo para anular os depoimentos sobre pagamento de propinas da maior empresa do país a políticos?

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