Diferença de renda

Diferença de renda

postado em 19/12/2016 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Para Milko Matijascic, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o problema da reforma proposta pelo governo é o efeito diferenciado nos grupos de renda. ;A idade mínima colocada depende do grupo populacional. Ela é bastante correta para quem ganha mais. Já para quem ganha menos, ela é muito rígida;, analisou.

Matijastic acredita que a reforma vai ser especialmente dura para as mulheres, que sofrem mais pelas questões de densidade de contribuição. Segundo ele, ;a mulher tem um tempo médio de contribuição bem menor que o do homem. Prova disso é que, dentro do INSS, a proporção de mulheres hoje, que se aposenta por tempo de contribuição, é muito menor que dos homens;, afirma.

Para a jornalista desempregada Rachel Mortari, de 45 anos, a reforma da previdência não está sendo justa com a maioria da população. ;Por que essa reforma não começa com a classe política, que tem o direito de receber o benefício com oito anos de trabalho?;

Rachel já contribui há 30 anos para a previdência. ;Os idealizadores da reforma devem saber lidar melhor com a vida humana. Pelo jeito, não vou conseguir bater todas as metas para conseguir me aposentar;.

Com relação à equiparação de homens e mulheres, Rachel diz que a reforma deveria ter um tratamento mais adequado para os desiguais. ;É evidente que as mulheres têm uma dupla jornada de trabalho, porque têm de cuidar de seus filhos e da casa após a jornada de trabalho e ainda ganham menos do que os homens. Por isso, vejo como uma perda do movimento feminista essa reforma;. (PP)



;Vejo como uma perda do movimento feminista essa reforma;
Rachel Mortari, jornalista desempregada

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