Centro do Rio vira zona de guerra

Centro do Rio vira zona de guerra

postado em 10/02/2017 00:00
 (foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
(foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)


O Rio viveu uma quinta-feira de alta-tensão dentro e fora da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) de cassar o mandato do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) serviu de combustível para acirrar a disputa entre oposição e base governista. Apesar disso, foi iniciada a discussão da privatização da estatal de águas e esgoto Cedae, primeira medida de ajuste exigida pelo governo federal como contrapartida ao plano de recuperação fiscal.

Nas ruas, o confronto entre PMs e manifestantes que protestavam em frente à Alerj durou cerca de três horas e transformou o Centro do Rio em praça de guerra. A manifestação começou pacífica, mas, por volta de 15h30, o barulho de bombas já começou a ser ouvido na Alerj. No saguão, funcionários do departamento médico passaram a distribuir máscaras para deputados e assessores.

Manifestantes soltaram fogos de artifício, ao que os PMs responderam de imediato com bombas de gás lacrimogêneo, dando início a uma correria que tomou conta de vias de grande circulação de pessoas e veículos no Centro.

Pezão

No final do dia, foi divulgado que a Polícia Federal encontrou indícios de que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), recebeu propina da organização criminosa que seria liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso na Operação Calicute. A PF entregou, ontem, documento ao juiz federal Marcelo da Costa Bretas, responsável pelos desdobramentos da Lava-Jato no Rio, em que sugere o encaminhamento do material ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que Pezão tem foro privilegiado. O material foi localizado durante busca na casa de Luiz Carlos Bezerra, apontado nas investigações como operador financeiro do esquema. Ele também foi preso na Calicute, desdobramento da Lava Jato. Assim o dia terminou no Rio.

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