Torre Eiffel terá muro de vidro à prova de bala

Torre Eiffel terá muro de vidro à prova de bala

postado em 10/02/2017 00:00
 (foto: 
Patrick Kovarik/AFP
)
(foto: Patrick Kovarik/AFP )


As medidas adotadas pelas autoridades francesas para enfrentar a ameaça terrorista vão alterar a estética do principal cartão-postal de Paris. Até o fim do ano, a Torre Eiffel estará rodeada por um muro de vidro à prova de bala de 2,50m de altura para reforçar a segurança e protegê-la de possíveis ataques. Com custo de 20 milhões de euros (em torno de R$ 66,6 milhões), a construção foi revelada ontem pelo jornal Le Parisien. O muro ficará no lugar das atuais barreiras protetoras colocadas desde a Eurocopa-2016, segundo informações da Prefeitura de Paris.

;Vamos substituir as grades metálicas nos eixos norte e sul (da torre) por painéis de vidro, que permitirão aos parisienses e aos visitantes recuperarem uma vista agradável do monumento do Champ de Mars e da Pont d;Iéna;, disse, em um comunicado, Jean-François Martins, adjunto de Turismo da prefeita socialista Anne Hidalgo. Bernard Gaudill;re, presidente da sociedade que administra a Torre Eiffel, definiu o muro como uma ;cerca à prova de balas que rodeará a maior parte dos jardins; do monumento.

Segundo Martins, o objetivo é conseguir uma circulação mais fluida dos visitantes. ;A situação de risco terrorista continua sendo alta em Paris e nos lugares mais expostos, entre eles, a Torre Eiffel, e são necessárias medidas de segurança especiais;, destacou Martins. Inaugurada durante a Exposição Universal de 1889, a torre é um dos principais símbolos de Paris e o monumento com entrada paga mais visitado do mundo. Anualmente, recebe 6 milhões de visitantes.

A preocupação das autoridades com o local é grande. Nos dois últimos anos, a França foi atingida por uma série de ataques extremistas que deixaram 238 mortos e centenas de feridos. No último dia 3, um egípcio atacou com um facão os militares que faziam o patrulhamento no Carrossel do Louvre, o centro turístico que dá acesso ao museu mais visitado do mundo.

O episódio foi tratado como um atentado terrorista. Identificado como Abdallah El-Hamahmy, o agressor, porém, assegurou ter agido sozinho, sem ser guiado pelo grupo Estado Islâmico (EI). O egípcio, de 29 anos, disse que queria destruir obras do museu em resposta ;aos bombardeios da coalizão internacional contra os irmãos na Síria;. A versão, entretanto, contradiz totalmente sua ação. Quando chegou ao museu, com dois facões de 40cm, El-Hamahmy se lançou contra os militares gritando Allah Akbar (Deus é o maior, em árabe).

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