Confissões entre goles de cerveja

Confissões entre goles de cerveja

Ricardo Daehn
postado em 10/02/2017 00:00
 (foto: Globo Filmes/Divulgação)
(foto: Globo Filmes/Divulgação)
Crítica Redemoinho hh




Tendo por base a literatura de Luiz Ruffato, precisamente Inferno provisório ; O mundo inimigo vol. II, o diretor José Luiz Villamarim, estreante em cinema, deita e rola em Redemoinho. Ele está à vontade num casamento artístico com o parceiro de roteiros para a tevê George Moura.

Dentro do espírito original e independente da produtora Bananeira Filmes, que tem na cartela achados como O palhaço, esperava-se uma superação.

Depois das inventivas obras televisivas O rebu, O canto da sereia e Amores roubados, não há como insinuar que Villamarim desconheça de cinema.

Com domínio de linguagem, o problema maior é na persistência de uma patota de artistas calejados por demais na telona e na fragilidade do interesse pelo enredo.

Redemoinho bem poderia ser chamado de Dois perdidos numa noite lamacenta. Com direção de arte caprichada de Marcos Pedroso, o filme transcorre em Minas Gerais, na interiorana Cataguases. A comissão de frente do cinema nacional está a postos: Dira Paes, Irandhir Santos e Julio Andrade, premiado no Festival do Rio.

O enredo é do reencontro entre os amigos de infância que compartilham um segredo aterrador, Luzimar (Irandhir) e Gildo (Andrade), na véspera de Natal. No que for dito a mais, há risco de se estragar o impacto no público. Basta saber que, numa mise-en-sc;ne com tiques teatrais, os personagens regam a golaços de bebida as frustrações herdadas na vida. Renderia mais com duração de média-metragem.

ROTEIRO
Redemoinho
(Brasil, 2017, drama, 100 min. Não recomendado para menores de 14 anos)
De José Luiz Villamarim. Com Irandhir Santos, Júlio Andrade, Dira Paes e Inês Peixoto. O longa é baseado no livro O mundo inimigo ; Inferno provisório vol. II. A história fala sobre o reencontro de dois amigos. Na véspera de Natal, eles se reúnem para uma longa conversa, regada a muita bebida. Isso desperta na dupla a chance de reavaliar os caminhos que tomaram, além de falar sobre as lembranças. Cine Brasília 1, às 13h. Espaço Itaú de Cinema CasaPark 8, às 17h e 21h30.

Toni Erdmann
(Alemanha/Áustria, 2016, comédia, 162 min. Não recomendado para menores de 12 anos)
De Maren Ade. Com Peter Simonischek, Sandra Hüller, Michael Wittenborn. Winfried e a filha têm personalidades diferentes e acabam se afastando. Apesar das tentativas de reaproximação do pai, a filha ainda se mostra resistente. É, então, que ele resolve visitar a filha em Budapeste, onde ela mora. Ele apresenta um alter-ego especialista em contar mentiras bem intencionadas para todos que a filha conhece. Espaço Itaú de Cinema CasaPark 2, às 14h30, 17h40 e 20h50.

Em cartaz
Até o último homem
(Hacksaw ridge, Austrália, 2017, drama, 140 min. Não recomendado para menores de 16 anos)
De Mel Gibson. Com Andrew Garfield, Vince Vaughn, Teresa Palmer e Rachel Griffiths. Um médico do exército Desmond T. Doss se recusa a pegar em armas durante a Batalha de Okinawa, mas salva 75 homens na ala médica. Ele foi o primeiro opositor consciente a receber a Medalha de Honra do Congresso. Kinoplex Boulevard 2, às 21h10. Amanhã e domingo não haverá sessão. Kinoplex ParkShopping 10, às 20h40. Cinemark Iguatemi 2, às 15h e 18h. Cinemark Pier 4, às 21h10. Amanhã e domingo, às 22h20. Cinemark Pier 6, às 14h30. Espaço Itaú de Cinema CasaPark 5, às 16h, 18h40 e 21h20.



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