Na estante

Na estante

postado em 10/02/2017 00:00
 (foto: Reprodução/Internet


)
(foto: Reprodução/Internet )



DESVIO ONÍRICO
BOOGARINS. OAMAS. 4 FAIXAS. DISPONÍVEL PARA STREAMING GRATUITO E PARA COMPRA DIGITAL (A PARTIR DE US$ 4,20) NO BANDCAMP.
Boogarins é uma das principais bandas independentes do país. Com uma carreira bem-sucedida fora do Brasil, o rock experimental e psicodélico do grupo conquistou espaço. Depois de dois discos (As plantas que curam e Manual), eles lançam agora um álbum ao vivo, registro de apresentações nos Estados Unidos, Canadá e Portugal. Apesar de apenas quatro faixas, o álbum tem mais de 40 minutos. O formato é ideal para aprofundar experiências sonoras e musicais do grupo. Sem dúvida um presente para os fãs, o álbum, no entanto, pode ser mais difícil para não-iniciados no som da banda. No repertório, Infinu, do primeiro disco, Tempo e a belíssima Auchma, do segundo, e Manchaca (uma jam instrumental improvisada e registrada em estúdio). A banda promete lançar, ainda no segundo semestre de 2017, o terceiro disco de estúdio. (Alexandre de Paula - Especial para o Correio)


Dicas da imensidão
De Margaret Atwood. Tradução: Ana Deiró. Rocco, 240 páginas. R$ 39,50
Com uma série de 10 contos sobre personagens femininas, Margaret Atwood traz para as narrativas curtas histórias que envolvem medo, perdas, sobrevivência e escolhas. As mulheres estão sempre diante dos próprios destinos, prestes a questioná-los ou a simplesmente aceitá-los. Elas raramente são vítimas, embora possam parecer, eventualmente, reféns de si mesmas. Os contos de Dicas da imensidão foram publicados originalmente em 1991, mas antes haviam saído em revistas como Granta, The New Yorker, Playboy e Vogue. A escrita da canadense já recebeu vários prêmios, entre eles, o Man Booker Prize e o Príncipe das Astúrias.(Nahima Maciel)



A garota do livro
(The girl in the book, EUA, 2015). De Marya Cohn. Com Michael Cristofer, Emily VanCamp, Bianca Bauer e Ana Mulvoy-Ten. Playarte, drama, 86 min. Não recomendado para menores de 14 anos.
Sutileza e domínio de narrativa marcam a estreia da diretora Marya Cohn. Alice, a protagonista, está inserida no meio do mercado editorial, por causa do pai, um homem empreendedor. Bela e introvertida, ela passa por uma fase dolorosa, diante de desafios profissionais, muito conectados ao desejo de se tornar escritora. Também pesa o encontro com o escritor Milan Daneker (Nyqvist, da saga sueca Os homens que não amavam as mulheres), que remexe em traumas pesados de Alice. Em embalagem contemporânea, a diretora embala temas como apropriação de intimidade e assédio sexual. (Ricardo Daehn)




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