Efeito positivo indireto

Efeito positivo indireto

postado em 27/02/2017 00:00

A crise econômica que o país atravessa, a maior da história, afetou em cheio as construtoras, explica o presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio (Aeerj), Luiz Fernando Santos Reis. Segundo ele, as companhias tiveram que demitir os empregados diante da paralisia na venda dos imóveis.


Entretanto, Reis avalia que, neste momento, a vontade política de tirar os projetos do papel será fundamental para alavancar o setor. ;O governo federal anunciou a retomada de 400 obras que estavam paradas. Isso é importante. A próxima etapa é fazer com que as concessões saiam do papel;, destaca.

Além da necessidade de iniciar os processos de entrega de novos projetos, o presidente da Aeerj alerta que a manutenção ou a ampliação dos empreendimentos já construídos é essencial. Ele destaca que, somente na cidade do Rio de Janeiro, existem 58 canteiros de obras parados que poderiam movimentar mais de R$ 1 bilhão e gerar três mil empregos diretos. ;A vontade política será determinante para que as obras voltem a ser tocadas;, diz.

Os investimentos em infraestrutura têm potencial de distribuir renda e melhorar a arrecadação dos municípios onde são realizados os empreendimentos, explica José Roberto dos Santos, sócio-diretor da Geobrasilis. Além da demanda por mão de obra especializada, sobretudo de engenheiros e operadores de máquina, as construtoras também dependem dos empregos indiretos. ;São serviços de transporte, de vigilância, produção de refeição, materiais de papelaria, caminhões e táxis. As obras de infraestrutura têm esse potencial multiplicador;, ressalta.(AT)

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