Brasileiros ficam isolados no Chile após chuvas

Brasileiros ficam isolados no Chile após chuvas

postado em 27/02/2017 00:00
As fortes chuvas que atingiram o centro e o norte do Chile no fim de semana deixaram pelo menos quatro mortos e sete desaparecidos, além de um rastro de destruição, após desmoronamentos que isolaram uma área próxima à capital, na região da Cordilheira dos Andes. Milhares de pessoas ficaram desabrigadas e mais de 1,4 milhão de casas de Santiago sofreu corte de água em razão de deslizamentos de terra que atingiram o Rio Maipo, que abastece a maior parte da cidade. Um grupo de brasileiros em viagem pelo país foi diretamente afetado pela situação. Com as estradas bloqueadas, devido ao risco de novos desabamentos, eles foram levados para um abrigo na cidade de San Gabriel. O fornecimento de água foi suspenso %u2014 total ou parcialmente %u2014 em 30 bairros de Santiago. Segundo o governador da capital chilena, Claudio Orrego, a medida atingiu mais de 60% da população da cidade, que tem 6,5 milhões de habitantes. Na tentativa de atenuar as consequências para a população, o governo criou 60 pontos de abastecimento. Bloqueio Uma das áreas mais prejudicadas pelas chuvas é Cajón del Maipo, área montanhosa próxima de Santiago, onde estavam os brasileiros. Os deslizamentos de terra bloquearam estradas e destruíram uma ponte. Moradores de Brasília, Caroline Ferreira Almeida, 30 anos, e Maicon Vieira, 36, estão no grupo que ficou retido em San Gabriel durante o passeio nos Andes. Em contato com a família, Caroline avisou que todos estão abrigados em uma escola, com comida e água racionadas e sem energia elétrica. A previsão é de que eles permaneçam por dois dias no local. %u201CEstamos a pouco mais de mil metros de altitude, mas algumas pessoas ficaram ilhadas acima da gente. Ontem, ficamos presos na van durante sete horas, até que viesse um trator para abrir outro caminho para a gente passar%u201D, disse Caroline, em um áudio enviado a familiares. A mãe de Caroline, Cláudia Santos, disse ao Correio que, no fim de semana, houve várias tentativas de contato com o Itamaraty e os consulados do Chile e do Brasil, mas sem retorno das ligações, nem respostas concretas. Preocupada, ela cobrou uma posição do governo brasileiro sobre a situação. O Itamaraty informou que está em contato com o consulado brasileiro em Santiago e com a empresa de turismo que organizou a viagem dos brasileiros.

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