Reserva garantida para o futuro

Reserva garantida para o futuro

» Marlene Gomes - Especial para o Correio
postado em 28/03/2017 00:00
 (foto: Bruno Peres/Esp.CB/D.A. Press)
(foto: Bruno Peres/Esp.CB/D.A. Press)


Gabriela Soares de Albuquerque, 30 anos, trabalha desde os 21 anos sem carteira assinada. Em 2013, formou-se em arquitetura. Pouco tempo depois, orientada pelos pais, a moça passou a contribuir para o Instituto Nacional do SEguro Social (INSS) como autônoma, pagando o mínimo possível. Depois de conversar com amigos, no ano passado, não teve dúvidas em contratar um plano individual de previdência privada. ;Fiz o plano complementar para ter uma reserva e me precaver caso alguma coisa aconteça no futuro;, explicou.

Por enquanto, Gabriela desembolsa cerca de R$ 200, por mês, com o plano de previdência privada. Mas pretende aumentar o valor da contribuição assim que a situação financeira melhorar um pouco. O fato é que, para se precaver contra infortúnios, complementar a previdência pública, realizar projetos de vida, se obrigar a poupar ou diversificar investimentos, os planos de previdência privada complementar deixaram de ser um bicho-papão para muitos brasileiros.

Com a expectativa de aprovação da reforma da previdência, no entanto, o assunto ganhou mais que notoriedade ; passou a ser um tema obrigatório para muita gente que não quer ficar desamparada no momento em que mais vai precisar de auxílio. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) indicam que existiam no Brasil, no ano passado, 13 milhões de pessoas com planos de previdência privada aberta. Desse total, 9 milhões eram participantes de planos individuais e 3 milhões, de planos empresariais.

;A discussão da reforma da previdência contribui para a formação de consciência de que o Estado, sozinho, não vai conseguir prover toda a necessidade do indivíduo na aposentadoria. As pessoas começam a entender que precisam formar sua própria poupança. Então, é natural que o segmento de previdência privada aberta continue crescendo;, disse Edson Franco, presidente da FenaPrevi.

A previdência privada complementar não tem qualquer relação com a pública, a cargo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O sistema complementar possui dois segmentos: o aberto ; destinado a qualquer pessoa ; e o fechado ; que atende a uma única empresa ou a um grupo.

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