Polícia britânica desmente jihadistas

Polícia britânica desmente jihadistas

postado em 28/03/2017 00:00
 (foto: Justin Tallis/AFP)
(foto: Justin Tallis/AFP)




A Polícia Metropolitana de Londres, a Scotland Yard, contestou ontem a nota em que o Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do atentado da semana passada na área do parlamento, com saldo de cinco mortos ; inclusive o agressor. Um comunicado informou que os investigadores ;não encontraram provas de uma associação; entre o autor do ataque, Khalid Manood, e qualquer organização jihadista. Mansoor, 52 anos, britânico convertido ao islã, tinha claro interesse pela jihad, porém, segundo um dos chefes do serviço de contraterrorismo, Neil Basu.

;Masood agiu em resposta ao chamado de atacar os países da coalizão;, diz o texto publicado pela agência de propaganda do EI, a Amaq, que se refere à aliança liderada pelos Estados Unidos no combate à organização. A Amaq nomeia o britânico como ;soldado do califado;.

O diretor de contraterrorismo, no entanto, pôs em dúvida a suspeita de que o autor do atentado tenha se aproximado da ideologia jihadista durante algum dos períodos que passou na prisão por crimes comuns, ao contrário das suspeitas iniciais. ;Não há nenhuma evidência de que Masood se tenha radicalizado na prisão em 2003, como foi sugerido. Isso é pura especulação;, Basu.

O policial pediu a qualquer pessoa que tenha estado em contato com o agressor no dia do ataque para apresentar-se às autoridades e ajudar no esforço de reconstituir o percurso feito por ele pouco antes de matar três pessoas atropeladas, na Ponte de Westminster, para em seguida esfaquear um policial diante do parlamento. Os investigadores consideram essas informações essenciais para entender os motivos de Masood, que ;usou meios pouco sofisticados, pouco técnicos, baratos, e copiou outros ataques.

Embora tenha ;ecoado a retórica dos líderes do EI, em termos de metodologia e de alvos (policiais e civis);, observa Basu, ele parece ter agido como ;lobo solitário;, a exemplo dos autores de outros ataques recentes na Europa. ;Na presente fase da investigação, não temos nenhuma evidência de que tenha discutido o assunto com outros.; A polícia deteve 12 pessoas depois do atentado, mas apenas duas permaneciam sob custódia.

Mãe ;atordoada;
Janet Ajao, a mãe de Masood, publicou ontem uma declaração na qual condena o ataque e se diz ;chocada e atordoada;. Entre 1983 e 2003, Adrian Russell Ajao, conhecido como Adrian Elms e Khalid Masood, foi condenado por assalto, posse ilegal de armas e perturbação da ordem pública. Entre novembro de 2005 e novembro de 2006, e depois entre abril de 2008 e abril de 2009, foi professor de inglês na Arábia Saudita, segundo confirmou a embaixada saudita. Ele não estava na mira de serviços segurança do reino.



Promotoria pede
perpétua para Chacal


O terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido pelo codinome Carlos, o Chacal, pode ser sentenciado à prisão perpétua pelas duas mortes em um atentado cometido em 1974 em uma galeria comercial de Paris. O pedido foi feito pela Promotoria, na abertura da fase final do julgamento em um tribunal da capital francesa. Carlos, que cumpre duas sentenças de prisão perpétua na França, nega ter participação no ataque. Sinônimo de terrorismo internacional nos anos 1970 e 1980, sobretudo pelo sequestro de ministros de Petróleo dos países da Opep, em 1975, o Chacal foi capturado por comandos franceses no Sudão, em 1994.


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