Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 01/04/2017 00:00
Justiça
Com atraso, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, confronta o Judiciário para que o mesmo direito concedido à Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, de ser libertada para cuidar dos filhos, se estenda às demais detentas do país em condições análogas. Ela foi presa dias depois do marido, o ex-governador Sérgio Cabral. O casal está envolvido em gravíssimos crimes de corrupção, que levaram o Rio de Janeiro à bancarrota. Agora, finalmente, uma voz se levanta em favor das presidiárias que vivem em situação de penúria. Quem é pobre e não tem dinheiro para pagar os vultosos honorários cobrados por criminalistas morre preso. Espera-se que o Judiciário, que só age se provocado mesmo diante de flagrante injustiça, tenha sensibilidade para atender o apelo da ministra.
; Margarida Bueno de Oliveira,
Lago Norte

; Não é Curitiba que vem mudando a Justiça do país. Temos 26 estados e o Distrito Federal. Até então, autoridade nenhuma se empenhou a mudar o rumo dos nossos hábitos e história. Os saques aos cofres públicos se perpetuam. É o juiz Sérgio Moro que inova. Mostra para a população que existe uma maneira correta de aplicar a lei e fazer justiça. Nós não imaginávamos ver suas excelências e gente rica em frente a um juiz, prestar contas, dar satisfações de seus atos.Quem achava e ainda acha que a Operação Lava-Jato é perseguição política ao PT deve repensar, mudar de ideia. A pena de 15 anos imposta ao ex-poderoso Eduardo Cunha nos dá alento e a esperança de que o país começa a distribuir uma Justiça igualitária. Resta às autoridades de outros estados seguirem o mesmo exemplo do jovem juiz Sérgio Moro, um revolucionário no bom sentido.
; Josuelina Carneiro,
Asa Sul

Violência
No mesmo dia em que a imprensa mostrava a execução de bandidos por policiais militares do Rio de Janeiro, as mídias sociais mostravam um policial militar, também do Rio de Janeiro, agonizando no meio da rua, enquanto a população civil, apoiando os traficantes, negociava o furto do fuzil portado pelo militar caído. Os dois episódios demonstram a grande dificuldade ética do nosso país em diferenciar o certo do errado. Nem na guerra, um militar pode executar quem está fora de combate. Em nenhum país sério, a população civil fica ao lado do bandido e se lança na criminalidade, sem qualquer freio ético, como vimos não só no segundo episódio. No centro dos dois casos, o tráfico de entorpecente, cuja imensa maioria de homicídios é desencadeada pelos milhares de traficantes espalhados no país em todas as cidades. Legalizando o porte para uso de droga, com certeza, o Estado vai cobrar impostos. Então, a matança nunca vai acabar porque o pivô do problema é o usuário.
; Carlos Frederico,
SQN 305

Educação
O salário pago aos professores aqui no DF é um dos menores do GDF para carreiras de nível superior. Está defasado há anos e os professores não podem fazer horas extras, como médicos e PMs. Entra e sai governo e a desculpa é sempre a de que não há verbas. Sou a favor, então, de que sejam usados recursos, por exemplo, das loterias, que seja criado um imposto específico para melhorar a remuneração dos mestres de forma temporária, até que as arrecadações local e federal deem conta de arcar com os custos desse aumento. Enfim, soluções para esse impasse com a categoria que mais contribui para o futuro do nosso país e que merece todo o nosso respeito, existem sim. O que falta é boa vontade desse governador Rollemberg em resolver a questão. É muito mais fácil dar cacetadas e jogar spray de pimenta nos olhos daqueles que tem a difícil missão de educar nossos filhos. Mais respeito com os professores, pois eles cuidam, educam e preparam nossos jovens para o amanhã.
; Washington Luiz S. Costa,
Samambaia

Posto policial
Há luz no fim do túnel. A transformação dos inúteis postos de policiamento, inventados ; para favorecer a quem não se sabe ; durante o governo Arruda, em biblioteca no Riacho Fundo foi uma ideia brilhante, que merece ser reproduzida em todo o Distrito Federal. Os postos nunca serviram para nada. Os policiais nunca podiam sair dos postos para atender a uma vítima ou evitar crime que ocorria diante dos olhos. Houve casos em que os postos foram usados para cometimento de violência sexual contra menores. Usar os postos como sala de aula, biblioteca, ponto de cultura é finalmente dar destinação digna ao dinheiro do contribuinte.
; Lara Borba,
Asa Sul

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