Unidades receberão programa da Fifa

Unidades receberão programa da Fifa

postado em 01/04/2017 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
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(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )




O Centro de Convenções Ulysses Guimarães recebeu ontem o Workshop CBF + saúde, cujo objetivo é promover a discussão de temas relacionados a saúde, gestão e desenvolvimento do futebol. O evento, que contou com 13 palestras, apresentou o projeto Fifa 11 , de prevenção de lesões, à Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do DF.

A metodologia do programa da Fifa, desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Médicas da entidade, foca no aquecimento dos atletas para prevenir lesões e será aplicado, nos próximos meses, nos 11 Centros Olímpicos em funcionamento na capital do país.

Na opinião da secretária de Esporte, Turismo e Lazer do DF, Leila Barros, o projeto é fundamental para o desenvolvimento das crianças e jovens entre 12 e 17 anos, público-alvo da iniciativa. ;Eu sempre fui uma entusiasta da medicina preventiva. Além disso, a metodologia ajuda a criança em campos que vão além do esporte, mas também na saúde e na consciência corporal, por exemplo;, disse a ex-jogadora de vôlei.

A palestra de apresentação do projeto foi ministrada pelo médico Paulo Lobo, integrante da Comissão Nacional de Médicos de Futebol (CNMF) e coordenador do Departamento de Ortopedia e Medicina Esportiva do Hospital Home, um dos três centros médicos oficiais da Fifa na América do Sul.

Para Paulo Lobo, a técnica pode representar uma grande evolução na prevenção de lesão de atletas amadores e profissionais. ;Dos times que usaram, houve o retorno de 30% a 50% de redução em número de contusões;, contou o médico. Ele citou vários clubes que utilizam o programa durante o aquecimento, como Atlético-MG, Avaí e Goiás.

Além dos jogadores, o Fifa 11 é utilizado para prevenir lesões em árbitros. Em Brasília, os juízes foram submetidos a esses tipos de aquecimento no ano passado. Os resultados serão apresentados em maio, no congresso médico da entidade, no Camp Nou, estádio do Barcelona. ;É algo que pode servir de modelo para os árbitros de todo o mundo;, garantiu Paulo Lobo.
O evento também contou com debates sobre doping no futebol e tráfico de crianças relacionado ao esporte e palestras sobre gestão. O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, discursou na abertura das atividades.

Concussão cerebral
As lesões na cabeça foram objeto de um debate no congresso. Segundo o médico Jorge Pagura, presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol da CBF, esse tipo de contusão é o segundo mais comum em jogos de futebol, ficando atrás apenas das lesões musculares da coxa.

Pagura afirmou que ; por mais que o assunto tenha evoluído e os indivíduos envolvidos com o esporte estejam mais atentos ; a concussão cerebral ainda é, de certa forma, subestimada. ;Muito técnico fala que respeita quando o médico pede para tirar um jogador, mas não respeita nada. Tem que incutir isso na cabeça dos treinadores, da torcida, da imprensa, de todos os envolvidos. É um problema grave; alertou.

Como exemplo negativo, o médico citou o caso do meia Mancuello, do Flamengo. Na estreia da Copa Libertadores, o rubro-negro caiu após um choque de cabeça, saiu de campo para atendimento e, após alguns minutos, retornou ao gramado. ;É um risco alto. Além do perigo ao ser humano, é um jogador que está sem visão periférica, com tempo de reação afetado, ou seja, ainda prejudica a equipe;, comentou.




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