Eixo capital

Eixo capital

postado em 01/04/2017 00:00
 (foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press - 6/10/10)
(foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press - 6/10/10)

Efeito TSE

Enquanto os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começam a decidir, na próxima semana, o futuro de Michel Temer na Presidência da República, o sucesso da candidatura de Tadeu Filippelli ao Palácio do Buriti também estará em jogo. Grande parte da força de Filippelli na corrida ao GDF depende da manutenção do mandato de Temer e do poderio nacional do PMDB. A eventual derrocada do aliado de Filippelli compromete alianças que o ex-vice-governador do DF está costurando. Um novo presidente vai significar um rearranjo de forças políticas no país, com evidente impacto no Distrito Federal.



A diferença entre o caso de Filippelli e o de Temer

Especialistas em direito eleitoral avaliam que o resultado do julgamento sobre irregularidades na disputa à reeleição de Agnelo Queiroz (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não serve como parâmetro para se acreditar numa vitória do presidente Michel Temer no processo sobre a campanha de 2014. É que muita gente comemorou a decisão unânime do plenário do TSE em favor do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) como um bom sinal para Temer. Os ministros mantiveram a elegibilidade de Filppelli e cassaram a de Agnelo, no entendimento de que houve irregularidades na campanha do petista, mas o vice não poderia pagar por isso. Não estava em jogo, neste caso, a manutenção do mandato, já que a chapa de Agnelo e Filippelli não foi vitoriosa. Apenas a possibilidade de concorrer novamente. E é isso o que defende o Ministério Público Eleitoral no caso Dilma-Temer. O parecer aponta que o presidente deve perder o mandato que conquistou numa campanha recheada de irregularidades, mas poderá se candidatar nas próximas eleições.



Novas Drácons

A ordem do diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, para o novo chefe da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap), Jonas Bessa, é turbinar as investigações. Em vez de desacelerar, como muita gente imaginou pela troca de comando ocorrida na reestruturação ocorrida ontem, a orientação é pisar no acelerador. Outras Drácons podem surgir.


Previdência complementar parada na Câmara

Enquanto o país discute novas regras para aposentadorias, um projeto que trata do assunto já está na Câmara Legislativa. O Executivo encaminhou, em 2015, a proposta de criação do regime de previdência complementar e que fixa limites para aposentadorias de servidores do DF. Mas a matéria não anda. Está parada na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) desde 12 de dezembro de 2016.



Uma fase intermediária para os novos tempos

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) diz que os tempos modernos exigem mudanças na legislação trabalhista, mas é preciso pensar numa fase de transição. É como ele vê, por exemplo, o Uber. O aplicativo veio para ficar e não tem volta na relação com os usuários de transporte público. Mas os taxistas, segundo Cristovam, merecem uma chance para se adequar. ;Eu nunca deixei de chamar um táxi. Lamento muito quando vejo um taxista reclamando da crise;, conta o senador.


Consideração

A exoneração de Márcia de Alencar da Secretaria de Segurança Pública saiu a ;pedido; no Diário Oficial do Distrito Federal da última terça-feira. Mas não foi bem assim. A decisão partiu de Rodrigo Rollemberg (PSB). Márcia, no entanto, foi tratada com consideração. O governador esperou para fazer a troca apenas quando definisse outros ajustes no secretariado e ainda a nomeou para outro cargo, como secretária-adjunta de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Rollemberg estuda dar status de secretaria à pasta ou remanejá-la para a Casa Civil.



Tom elevado

O deputado Laerte Bessa (PR-DF) saiu ontem em defesa de Alberto Fraga (DEM-DF), ao saber que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) havia decidido entrar com uma ação contra o parlamentar pelo discurso que ele proferiu na tribuna da Câmara, nesta semana. Fraga reclamou da desobstrução da margem do lago na sua casa e disse que gostaria de dar umas ;porradas; em Rollemberg. Líder da bancada da bala, Fraga contou que guarda armas em casa e insinuou que as usaria contra o governador. Também o xingou, entre outras coisas, de ;bandido e cretino; ;Faço coro com Fraga e ainda acrescentaria mais alguns adjetivos à sua fala. Além do que confirmo tudo o que também disse em plenário, no ano passado, sobre o governador;, disse Laerte Bessa, que é alvo de uma queixa-crime e de um pedido de indenização por ter atacado Rollemberg no plenário, no ano passado. O embate de adversários do governador está em tom elevado. Imaginem na campanha...



Siga o dinheiro

R$ 9.120.000,00

É o valor previsto em pregão eletrônico da Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do DF, para fornecimento de 8 equipamentos de inspeção pessoal nas revistas das unidades de internação para o sistema socieducativo.



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