A conta do atraso

A conta do atraso

postado em 08/04/2017 00:00
A reforma da Previdência deve ficar para o segundo semestre. A expectativa do governo, de aprová-la nas duas Casas do Congresso até junho, já foi descartada. Diante de mudanças de rumo, como a retirada dos servidores estaduais e municipais do texto, e insatisfações quanto às regras sugeridas, o prazo ideal se tornou quase impossível de ser alcançado. Nesse cenário, é mais provável que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n; 287 só passe a integrar a Constituição em meados de outubro.

Depois de ter sido adiado por três vezes, o parecer da comissão especial que trata da reforma na Câmara deve ser apresentado em 18 de abril, garantiu o relator, Arthur Maia (PPS-BA). A partir de então, ele será analisado pelos membros do colegiado, antes de ser levado para o plenário da Casa. Não tem tempo mínimo para ficar lá, mas, como precisa ser aprovado em dois turnos por 308 dos 513 deputados, que terão a chance de se manifestar sobre a matéria, dificilmente demorará menos de uma semana, ainda mais se forem levados em conta os quatro feriados de abril, maio e junho.

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