Tubo de ensaio

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Fatos científicos da semana

postado em 08/04/2017 00:00
 (foto: Ferencisza Isza/AFP - 2/4/17)
(foto: Ferencisza Isza/AFP - 2/4/17)
; Segunda-feira, 3
Hormônio da bissexualidade?

Um polêmico estudo publicado na revista Archives of Sexual Behavior sugere que o hormônio sexual progesterona influencia na bissexualidade. De acordo com os pesquisadores do The Kinsey Institute (EUA), mulheres que receberam doses adicionais da substância quando grávidas são mais propensas a gerar filhos que se identificam com os dois sexos. O estudo foi feito com 34 pessoas, cujas mães foram tratadas com o hormônio para evitar aborto espontâneo. Um em cada cinco participantes expostos à progesterona se definia com outros rótulos que não o de heterossexual. Comparado ao grupo daqueles nascidos de mães não tratadas, a chance de, aos 20 anos, eles exibirem interesse em pessoas do mesmo sexo foi até 24% a mais.




; Terça-feira, 4
Benefício para essoas com epilepsia

Pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) mostraram que informações genéticas podem ser usadas para melhorar a identificação dos pacientes com epilepsia que podem se beneficiar do tratamento farmacológico. Aqueles que não respondem à terapia com medicamentos são candidatos à cirurgia. O estudo foi conduzido pelo Instituto de Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN) e se baseou na análise de dados de 237 pacientes, monitorados pela Unicamp há pelo menos dois anos. Os pesquisadores já sabiam que 162 deles não respondiam aos medicamentos. Os cientistas selecionaram 11 genes envolvidos na absorção e no metabolismo das drogas antiepiléticas. Com a técnica de polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) e uma série de procedimentos estatísticos, desenvolveram um modelo que previu, com 82% de acurácia, quais pacientes não se beneficiariam dos medicamentos e, portanto, precisariam fazer cirurgia.




; Quarta-feira, 5
Composto ;apaga; envelhecimento


Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon descobriu que um composto chamado rapamicina tem propriedades que podem ajudar no tratamento de doenças neurológicas, como o Alzheimer. A substância está associada à senescência celular ; um estágio alcançado pela célula quando ela está velha, para de se dividir e começa a secretar substâncias que podem levar à inflamação. Segundo os cientistas, a rapamicina ajuda a brecar o processo. Em estudos com animais de laboratório, ao exterminar as células senescentes, se observou que as cobaias viveram mais e tiveram menos doenças. De acordo com os pesquisadores de Oregon, os efeitos do composto são semelhantes. O estudo foi publicado na Aging Cell.





; Quinta-feira, 6
Pets protegem bebês


Um estudo da Universidade de Alberta mostrou que bebês nascidos em famílias que têm pets em casa (70% eram cães) têm níveis mais altos de dois tipos de micróbios associados a risco menor de doenças alérgicas e de obesidade. O trabalho, conduzido por Anita Kozyrskyj, uma das maiores especialistas mundiais em microbiota intestinal, fez uma conexão entre a exposição a pets do útero a 3 meses de nascimento e a abundância de duas bactérias benéficas, Ruminococcus e Oscillospira, associadas a redução de alergia e de obesidade. Nas famílias com animais em casa, os níveis dos micro-organismos foram três vezes maiores no organismo dos bebês.





; Sexta-feira, 7
Redução de tiques


Uma técnica cirúrgica que envia pulsos elétricos para uma área específica do cérebro reduz os tiques, ou movimentos involuntários, dos quais sofrem jovens com casos severos de síndrome de Tourette. O estudo do NYU Langone Medical Center, publicado no Journal of Neurosurgery, fez uma revisão da técnica experimental chamada estimulação talâmica profunda cerebral. Segundo os autores, o procedimento (foto) é seguro e efetivo para pacientes que não se beneficiam das terapias atuais. A síndrome de Tourette começa na infância e muitos pacientes melhoram quando ficam mais velhos. Mas, para alguns, os sintomas ficam tão severos que eles se isolam e são incapazes de ir à escola ou ao trabalho.





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