Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos anacampos.df@dabr.com.br
postado em 19/04/2017 00:00
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press - 10/6/14 )
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press - 10/6/14 )


Braço direito de Agnelo nas delações da Odebrecht
Conhecido como um dos homens da maior confiança do ex-governador Agnelo Queiroz (PT), Abdon Henrique de Araújo aparece como um dos personagens citados nas delações premiadas de executivos da Odebrecht. Na casa de Abdon, no Lago Sul, teria ocorrido uma reunião para discutir doações não contabilizadas para a campanha do petista ao GDF em 2010. Segundo depoimento do diretor da Odebrecht João Antônio Pacífico Ferreira, os pagamentos, que somaram R$1 milhão, foram ;operacionalizados; por Ricardo Ferraz, diretor de contrato da Odebrecht Infraestrutura, sempre tratados diretamente com Abdon. Ex-presidente da Associação Comercial do DF, Abdon foi figura central nas campanhas de Agnelo ao Senado e ao Palácio do Buriti. No governo foi um curinga: administrador do Lago Sul, secretário de Desenvolvimento Econômico, chefe da assessoria especial e presidente da Terracap.




Mais onda por aí
As delações de executivos da Odebrecht já causaram um tsunami político. Mas vem mais onda grande por aí: os depoimentos de diretores da Andrade Gutierrez sobre obras do DF. Os colaboradores da Odebrecht contaram que houve divisão do mercado para cobrir licitações. Muito deve ser dito que pode acrescentar fatos novos e personagens que ainda não apareceram.





Ex-diretor da Polícia Civil na Senasp
A indicação do ex-diretor-geral da Polícia Civil Jorge Xavier para a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça teve o apoio do deputado Laerte Bessa (PR-DF), do ex-secretário de Segurança Pública Sandro Avelar e do atual diretor da PCDF, Eric Seba. Xavier deve assumir a diretoria do Departamento de Políticas, Programas e Projetos da Senasp. Como o blog CB.Poder mostrou ontem, Xavier chegou a ser cotado para assumir o cargo de secretário nacional, mas o presidente Michel Temer escolheu o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz.




Alírio: ;Toda campanha tem caixa dois;
Presidente regional do PTB, o ex-deputado Alírio Neto adotou o tom de Marcelo Odebrecht, delator da Operação Lava-Jato: ;Toda campanha tem caixa dois;. Ele não poupou nem a própria e justificou que o sistema político brasileiro leva a esse tipo de prática. As declarações foram dadas no programa CB.Poder, transmitido ontem pela TV Brasília, e disponível na íntegra no blog CB.Poder (blogs.correiobraziliense/cbpoder). Alírio disse que colocou seu nome nas negociações para a disputa ao Palácio do Buriti e não vai rejeitar apoios de ex-aliados investigados na Lava-Jato, como o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) e do ex-governador José Roberto Arruda, mas garantiu que contra ele nada vai aparecer.



Pede para sair
Na entrevista ao programa CB.Poder, o ex-deputado Alírio Neto comentou a condenação da deputada Liliane Roriz (PTB) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) por compra de votos e fraude eleitoral. Presidente regional do PTB, ele disse que espera a desfiliação da distrital. ;Ela mesma disse que pretende sair;, disse.



Agrado em administração regional
Um mês depois de ingressar na base do governo Rollemberg, o deputado Cristiano Araújo (PSD) ganhou um agrado. Tio do distrital, Artur da Cunha Nogueira foi nomeado chefe de gabinete da administração regional de Santa Maria. Artur foi administrador do Riacho Fundo no governo Agnelo Queiroz por indicação de Cristiano.




Poder dividido
As delações de executivos da Odebrecht mapeiam como o PT e o PMDB realmente dividiram o poder. Nas denúncias sobre pagamento de propina para o Centro Administrativo de Taguatinga (Centrad), a contabilidade da suposta propina dividia o grupo em ;equipe A;, do ex-governador Agnelo Queiroz (PT), e ;equipe B;, relacionada às pessoas ligadas ao ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). Eles negam as acusações registradas nos depoimentos.



Cotada para suceder Janot
Responsável pela investigação e pela denúncia da Operação Caixa de Pandora, a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge é considerada a favorita para suceder o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a partir de setembro. Segundo integrantes do Ministério Público, Dodge tem apoio interno e a simpatia do presidente Michel Temer.




Acompanhe a cobertura da política local com @anacampos_cb




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