Estudante segue em estado grave

Estudante segue em estado grave

postado em 30/04/2017 00:00
 (foto: Desneuralizador/Facebook
)
(foto: Desneuralizador/Facebook )




O estudante universitário Mateus Ferreira, 33 anos, que participava dos protestos na sexta-feira, está internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiânia. Ele foi atingido por um golpe de cassetete no rosto e sofreu traumatismo craniano com múltiplas fraturas. Segundo boletim médico divulgado neste sábado, 29, o paciente está sedado e respira por aparelhos. Mateus corria sozinho quando foi atingido no rosto por um policial militar que tentava deter pessoas encapuzadas que quebravam vidros de agência bancária durante protesto no centro de Goiânia.

A Universidade Federal de Goias, onde Mateus cursa Ciências Sociais, repudiou, em nota, a violência sofrida pelo estudante e informou que o reitor Orlando Amaral vai cobrar da Secretaria de Segurança Pública a apuração dos fatos e punição dos responsáveis. ;A UFG é histórica defensora do direito à livre manifestação e condena com veemência atos de repressão que venham a cercear esse princípio democrático;.

O comando da Polícia Militar de Goiás (PMGO) informou que, diante das imagens que circulam em redes sociais, que mostram a clara agressão sofrida por Mateus e que foi determinada a imediata abertura de inquérito policial com o objetivo de individualizar condutas e apurar responsabilidades.

No Rio de Janeiro, das sete pessoas feridas por balas de borrachas nas manifestações, duas ainda estavam internadas até ontem. Os dois pacientes que ainda estão internados, um homem e uma mulher, passaram por cirurgia e estão estáveis.

Bombas de gás
No dia seguinte aos protestos contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, o centro da capital fluminense amanheceu com carcaças de ônibus queimados nas ruas e diversos bancos, edifícios, estações de metrô e VLT depredados. A Cinelândia foi palco no início da noite da sexta-feira de algumas das cenas mais violentas durante os protestos. Centenas de pessoas se reuniriam na Cinelândia para o ato final que encerraria o dia de protestos e greve geral no Rio. Para reprimir um grupo de vândalos, policiais militares lançaram várias bombas de gás lacrimogênio, mas atingindo as centenas de pessoas que aguardavam em frente ao palco montado em frente à Câmara Municipal.

Na capital paulista e arredores, a Polícia Militar havia registrado 22 prisões. Três policiais foram feridos em confrontos ; um dos quais atingido por uma garrafada no rosto. Em todo Estado, aconteceram cerca de 50 pontos de bloqueio de vias ; 30 dos quais na Grande São Paulo.

O protestos das centrais provocou outro efeito: o mapa da lentidão do trânsito na cidade feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego ficou próximo de zero das 10h30 às 16 horas, mais de 80% abaixo da média inferior de congestionamento registrado nas sextas-feiras.





Pros teria vendido
tempo eleitoral


Ex-dirigentes do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) confirmaram à Veja a informação de delatores da Odebrecht de que a legenda vendeu seu tempo de rádio e tv à campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. Esses dirigentes afirmaram que o PROS vendeu, por R$ 2 milhões, seu tempo de rádio e tv para candidatos que disputavam eleição para governos estaduais em 2014. De acordo com eles, a venda foi feita às campanhas de Paulo Skaf (PMDB-SP); Delcídio do Amaral (então no PT-MS); Marconi Perillo (PSDB-GO); e Anthony Garotinho (PR-RJ). O PROS negou, em nota, as acusações.







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