360 Graus

360 Graus

por Jane Godoy janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 30/04/2017 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)




A importância de respeitar os mananciais



Fruto do esforço muito grande do então presidente da Adasa, Vinícius Benevides, que durante algum tempo perseguiu o sonho de trazer para Brasília o 8; Fórum Mundial da Água, a coluna teve o privilégio de acompanhar tudo isso bem de perto e, por que não, de torcer muito para que objetivo tão importante fosse alcançado.

Foi então que, depois de viagens à França em 2012 e à Coreia, onde seria decidido entre os nove países concorrentes, em 2014, restavam a Dinamarca e o Brasil. Ganhamos. Com um placar de 25 a 10. O gosto da vitória em âmbito nacional aguçou, ainda mais, a vontade de trabalhar e, com garra e demonstração de vontade e capacidade, a cidade escolhida para sediar o evento foi a capital do país, a nossa Brasília.

Agora, a apenas um ano de distância para realizarmos esse evento mundial (será de 18 a 23 de março de 2018), de tamanha responsabilidade, resta-nos acelerar o processo de acúmulo de energia para conseguirmos honrar esse lugar destacado mundialmente e arduamente conquistado, deixando, na história do fórum, um legado honroso e inesquecível. O que muito orgulhará os brasilienses.

No último dia 26, no Salão Branco do Palácio do Buriti, sob o comando da BPW Brasília ; Business and Professional Women ; em cerimônia muito concorrida, foi assinado o Compromisso das Mulheres de Brasília a Favor da Água, com a presença da doutora Lesha Witmer, da BPW Internacional e Women for Water, de Márcia Rollemberg, das presidentes da BPW Brasil e Brasília, entre outras destacadas lideranças femininas de entidades de Brasília.

Durante a fala da convidada, Lesha Witmer (foto), que transmitiu toda a sua vibração e entusiasmo sobre como reverter esse quadro que preocupa e aflige a humanidade de algumas décadas até os dias atuais, atenta, passei a sorver cada palavra dita por ela, com seriedade e responsabilidade, convocando as mulheres a empunharem as armas e dar, como sabemos tão bem fazer, a ordem de defesa e luta pela preservação das nascentes e mananciais, assim como a conscientização de maridos e filhos na defesa das florestas, dos campos, da natureza, visando o bem comum e do planeta.

Orgulhosa e fortalecida pelo fato de ser mulher, imbuí-me de mais essa responsabilidade, que agora transcende os limites de nossas casas, nossos domínios. Temos que deixar de lado o glamour do encontro, a alegria de estarmos juntas ali, fazendo fotos e selfies e, com seriedade e responsabilidade, firmarmos o propósito coletivo de nos transformarmos mesmo em reais guardiãs da água. O papel de educadoras contumazes desceu sobre nossas cabeças, naquele dia, como que nos convocando a sermos e agirmos como Lesha Witmer.

Então me veio à cabeça a imagem daqueles que existem para nos ajudar nessa nobre tarefa de educar: os professores. Enquanto a palestrante discorria sobre o seu trabalho e luta, decidi que o sistema educacional de todo o mundo deve se engajar nessa missão, de forma tão séria quanto intransigente junto aos alunos. Isso porque esses, mesmo pequenos e imaturos, trazem consigo a incrível capacidade de educar os pais e transmitir a eles o que aprendem na escola. Esse, então, torna-se um elo entre os pais e os filhos que, unidos num só ideal e harmonizados numa só linguagem haverão de contribuir de forma incalculável pela preservação da água que, ao contrário do que muitos pensam, é finita.

Que o Ministério da Educação convoque secretarias estaduais e municipais para que, de forma séria e intermitente, ensinem e trabalhem com os alunos todas as questões da água e da falta dela, para que possamos, até 2018, mostrar ao mundo por meio do Fórum Mundial da Água, que tivemos algo importante a acrescentar nessa batalha.

Se quisermos podemos, sim, transformar o mundo.


Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação