Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 04/05/2017 00:00


A ordem dos fatores

A bancada governista topou votar a emenda da reforma previdenciária na comissão especial, porém, antes de levar a proposta ao plenário da Câmara, os deputados querem ver a trabalhista aprovada no Senado. É que o baixo clero quer saber como se comportará o líder do PMDB, Renan Calheiros, para, depois, seguir em frente com a reforma previdenciária.

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Até aqui, o que o PMDB do Senado obteve, nesses primeiros dias de discussão da reforma trabalhista, foi uma bancada rachada entre os que desejam aprovar as propostas do governo e aqueles que permanecem entrincheirados contra Michel Temer, jogando para a plateia antirreforma. Essa disputa no PMDB do Senado é a primeira etapa. A votação da trabalhista, a segunda. E, finalmente, a reforma previdenciária. Não tem fase fácil nesse jogo.

A falta que faz Eunício

A ausência do presidente do Senado, Eunício Oliveira, tirou um pouco do poder de fogo daqueles que desejam apear Renan Calheiros do cargo de comandante da bancada. Eunício era quem, na visão de muitos, tinha formas de fazer um contraponto mais contundente ao líder do partido.


O drible de Fachin

A decisão de Edson Fachin de manter Antonio Palocci na cadeia e levar o caso para o plenário do Supremo Tribunal Federal é vista na classe política como a hora da verdade: agora, o Brasil saberá o que pensam todos os ministros sobre a prisão preventiva e não apenas os da segunda turma, que soltaram o ex-ministro José Dirceu.


Enquanto isso, no TSE;

O Tribunal Superior Eleitoral se prepara para prosseguir com o julgamento da ação que pede a cassação do mandato do governador do Amazonas, José Melo, condenado pelo TRE por abuso do poder econômico. O voto do relator, ministro Napoleão, foi favorável a Melo, porém, a ministra Luciana Lóssio pediu vistas e deve retornar o processo em sua última sessão. Ela deixa a Corte nesta sexta-feira, e será substituída por Tarcísio Vieira de Carvalho Neto.


Credibilidade

Enquanto as tevês abertas concentram audiência, pesquisas qualitativas encomendadas por setores do governo apontam que são nos jornais impressos e seus respectivos sites que os cidadãos consideram encontrar as notícias mais confiáveis. Isso porque o impresso é visto como um documento. Uma notícia num site, dizem os entrevistados, pode até ser retirada do ar, mas o papel é para sempre.

A hora das listas/ O grupo de peemedebistas mais afinado com Renan Calheiros garante que tem uma lista com a assinatura de 12 dos 22 senadores do partido em apoio ao líder alagoano.

DF na vitrine/ A primeira-dama do DF, Márcia Rollemberg, apresenta hoje na Espanha o programa Jovem Candango, uma janela para que o jovem busque o seu primeiro emprego. A primeira-dama falará no VIII Foro Haciendo Políticas Juntos, da Liga de Organizações da Sociedade Civil, que reúne 28 ONGs de 18 países. O Brasil é destaque porque, desde 2000, tem uma lei nacional do primeiro emprego, o Programa Jovem Aprendiz. No DF, a iniciativa existe desde 2014.

Zzzz.../ Quando um juiz não quer, o processo não anda. O ex-deputado João Caldas (AL) aguarda desde 2015 uma resposta do Tribunal de Justiça do DF sobre a apelação que fez na guerra para ser reintegrado ao Solidariedade, partido hoje controlado pelo deputado Paulinho da Força.

Follow the money/ A vida do ex-ministro José Dirceu fora da cadeia não deve ser recheada de luxos como outrora. É que se ele ainda tiver algum dinheiro guardado lá fora, não poderá movimentá-lo sob pena de chamar a atenção dos investigadores.

CB.Poder / O desembargador Antonio de Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1; Região, foi o entrevistado do Programa CB.Poder, uma parceira da TV Brasília com o Correio Braziliense. Considerado um dos mais combativos e corajosos magistrados do país, Souza Prudente (foto) abordou o acesso à saúde, conflitos agrários e o Poder Judiciário.

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