Começa o show da poderosa!

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Ligado ao contexto atual de empoderamento feminino, o filme Mulher-Maravilha apresenta uma heroína moderna, forte e que vai salvar o universo da DC

» adriana Izel » Renata Rios
postado em 01/06/2017 00:00
 (foto: Warner Bros/Divulgação)
(foto: Warner Bros/Divulgação)





Quando Batman vs. Superman: A origem da Justiça estreou em 2016 sobraram críticas ao filme dirigido por Zack Snyder. No entanto, apesar dos muitos problemas, o longa-metragem teve alguns pontos positivos, como a presença de Gal Gadot interpretando (e apresentando) Diana, a Mulher-Maravilha.

E, como a participação era pequena, a personagem merecia ganhar um filme próprio, o que aconteceu neste ano. O longa Mulher-Maravilha estreia oficialmente hoje nos cinemas brasileiros e é o pontapé para a chegada de Liga da Justiça, que tem previsão de lançamento em novembro deste ano, e também para as produções cinematográficas protagonizadas por mulheres.

Por ser a primeira heroína do atual universo da DC apresentadas nos cinemas, Mulher-Maravilha, de direção de Patty Jenkins, reflete o empoderamento feminino em alta nos últimos anos. A começar pela apresentação de Diana, uma princesa que cresceu ao lado de apenas mulheres fortes e guerreiras na Ilha das Amazonas (Themyscira), e seguindo pela atitude da personagem ao longo do filme, já em Londres. Mulher-Maravilha é repleto de boas sacadas e mostra uma personagem forte, que, em vez de precisar ser salva, está lá para salvar os outros do perigo ; e até a DC, que tem dado bola fora com os mais recentes lançamentos do universo.

O longa-metragem começa com Diana (Gal Gadot) recebendo de Bruce Wayne (Ben Affleck) uma foto sua na Primeira Guerra Mundial, o que a motiva a contar sua história. Assim, o filme segue para a infância e adolescência de Diana em Themyscira, quando ela começa a ser treinada pela tia Antíope (Robin Wright) para a possibilidade de enfrentar uma guerra. Durante um desses treinamentos, Diana descobre um poder inimaginável e depois precisa lidar com a chegada do capitão Steve Trevor (Chris Pine), que cai de avião na ilha durante uma fuga do exército alemão. Ao saber da guerra, a heroína se sente na obrigação de ajudar os humanos e segue para Londres com a missão de encontrar Ares, o deus da guerra.

Heroína feminista
Esse reflexo feminista no filme é algo que a personagem mostrava desde a época dos quadrinhos. Não só o criador da Mulher-Maravilha era um entusiasta do feminismo, como ele criou uma heroína, que mesmo em um universo fantasioso, conseguia trazer a realidade feminina para as páginas.

A Mulher-Maravilha foi criada em 1942, por William Moulton Marston, um psicólogo norte-americano, que também atuou como advogado, inventor e, claro, escritor de HQs. Para Moulton, os quadrinhos tinham um enorme potencial educacional e isso o levou a criar a personagem tão diferente do que se via na época: uma mulher, poderosa, independente, decidida, forte e inteligente. ;Hoje pode ser relativamente simples falar sobre feminismo, mas no início dos anos 1940, não era;, defende Alexandre Callari, editor da DC Comics/Panini Brasil, sobre a personagem.

Na história da heroína nos quadrinhos, a saga de Diana Prince, ou princesa Diana de Themyscira, como ela é conhecida, começa em um local misterioso, a Ilha das Amazonas. A Mulher-Maravilha foi criada nessa ilha, isolada da sociedade, não sendo contaminada pelos valores e mazelas que atingem os humanos. Todo esse contexto dá um ar inocente e puro à personagem. ;Basicamente ela é vista pelo público como a mulher perfeita. Um ideal a ser alcançado. Diana era uma mulher que se destacava num mundo predominantemente masculino ; tanto o ficcional quanto o real ; e, com o tempo, foi conquistando seu espaço. Ela foi cada vez mais servindo de modelo para suas leitoras, que viam nela um exemplo a ser seguido;, completa Callari.

Outras estreias

Z ; A cidade perdida
l Mais uma produção baseada em obras literárias, Z ; A cidade perdida tem uma história inspirada no livro de David Grann e conta a busca de exploradores por um coronel britânico que desapareceu tentando encontrar a Cidade Z, localizada no Mato Grosso, no Brasil. Apesar da referência ao país, nada do filme foi gravado em terras brasileiras. A produção tem Charlie Hunnam (atualmente em cartaz também em Rei Arthur) na pele de Percy Fawcett, um britânico e espião que deixou a Europa em busca de encontrar uma civilização avançada na chamada Cidade Z, nas profundezas da floresta.

O longa de estreia da direção de Anita Barbosa, Amor.com, tem Isis Valverde e Gil Coelho como estrelas. Ela é a blogueira de moda Katrina e ele, o volgueiro de videogames Fernando. Os dois vivem em mundos opostos: a moça adora o sucesso e faz de tudo para conseguir mais seguidores. O rapaz não dá a menor bola para o sucesso e acha que os fãs que têm no canal já são o suficiente. Como manda o figurino das comédias românticas, os personagens opostos se atraem, após se conhecerem por acaso quando, no meio de um evento de moda, ela descobre que vazaram fotos delas nua na internet.

Más notícias para o Sr.Mars
O longa-metragem feito em coprodução entre França e Bélgica aborda a história de Philippe Mars, um homem que tenta ser bom em tudo: pai, ex-marido, amigo e irmão. No entanto, enquanto tenta se manter em equilíbrio, precisa lidar com os problemas de sua família. A produção tem direção do alemão Dominik Moll, que tem no currículo obras como O monge (2011), Um outro mundo (2010) e Instinto animal (2005).

Inseparáveis
Remake do filme Os intocáveis (2011), de Oliver Nakache e Éric Toledano, Inseparáveis é uma comédia que apresenta Felipe (Oscar Martinez) um rico empresário tetraplégico em busca de um novo assistente. Ele, então, encontra Tito (Rodrigo De La Serna). A produção, que aborda amizade entre os dois, tem direção do argentino Marcos Carnevale. Antes de chegar aos cinemas, o longa foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Reset ; O novo balé da Ópera de Paris
Dirigido por Thieryy Demaizi;re e Alban Teurlai, o documentário Reset é uma pesquisa sobre a história do renomado coreógrafo e dançarino Benjamin Millepied. O longa aborda a trajetória do francês, que ficou conhecido pelas coreografias em Cisne negro, e também sua posição como diretor do balé de Paris, onde tem o desafio de buscar novos bailarinos.



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