PF deflagra Operação Antídoto

PF deflagra Operação Antídoto

postado em 01/06/2017 00:00
 (foto: Evaristo Sá/AFP - 29/3/17)
(foto: Evaristo Sá/AFP - 29/3/17)


A Polícia Federal deu continuidade à Operação Carne Fraca, que investiga esquemas de corrupção envolvendo empresas do setor de alimentos e o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e, ontem, prendeu um ex-superintendente regional da pasta em Goiás, que teria destruído documentos para atrapalhar a apuração da corporação. A nova fase da Carne Fraca foi chamada Operação Antídoto.

O ex-superintendente preso ontem também é investigado por esquemas de corrupção. A corporação flagrou o ato por meio de grampos autorizados pela Justiça. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, se apressou em dizer que o ex-servidor foi exonerado em julho de 2015. ;Ele não é mais funcionário do Ministério da Agricultura;, declarou Maggi, durante o Fórum de Investimento Brasil 2017, em São Paulo.

A prisão foi autorizada pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14; Vara Federal. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva no estado de Goiás. Agora, o ex-superintendente é réu por participação no esquema de corrupção entre grandes empresas do ramo alimentício.

;Temos apoiado a ação da Polícia Federal, que vai ajudar o Ministério a tomar outro rumo;, declarou o ministro. A Operação Antídoto é uma referência a uma ação policial colocada em prática com o objetivo de fazer cessar a ação criminosa do investigado e preservar eventuais novas provas. Os envolvidos nessa fase responderão por crimes de obstrução de Justiça. O ex-servidor será levado para a Polícia Federal em Curitiba.

O Ministério da Agricultura informou que o investigado também responde administrativamente pelo período em que exerceu cargo de confiança. O processo foi aberto em março deste ano. Segundo a pasta, Maggi apoia e contribui com informações para a investigação da PF e adotou medidas cabíveis desde que foi deflagrada a Carne Fraca.

Plano Safra


No Fórum de Investimentos Brasil 2017, o ministro Blairo Maggi disse que as taxas de juros reais do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 devem variar entre 3,5% e 4%. ;Ainda são juros altos para a agricultura;, reconheceu o ministro. A temporada do plano começa no dia 1; de julho. Considerando a inflação, as taxas devem ficar entre 7,5% e 11,75%, um ponto percentual abaixo do ciclo anterior.

Maggi também declarou não ver problema em ;abrir terras para estrangeiros;. ;Devemos ter limites de volumes (de comercialização) para isso. Não vejo dificuldades para culturas perenes. Já para as de grão, o governo quer impor limites, pois a decisão de plantar não é feita em poucos meses;, explicou.

O ministro também defendeu que a agricultura nacional se beneficiará com uma possível abertura para outros financiadores. ;No momento em que conseguirmos resolver o problema do seguro rural, reduziremos o risco e vamos trazer investidores de fora. A abertura de terras vai ajudar na questão de crédito;, garantiu.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação